• Jubileu de Diamante

Tempo Jubilar

Goiânia, 28 de novembro de 2016, às 11h30.

 

Período de graça e reconciliação

 

Apesar das limitações dos nossos pecados, pudemos viver na Igreja um tempo de graça pelo Jubileu da Misericórdia proclamado pelo papa Francisco no ano passado e concluído no último dia 20 de novembro. Por ocasião do encerramento desse Ano Santo, contudo, o pontífice rezou para que Deus nos conceda a graça de nunca fecharmos as portas da reconciliação e do perdão. “Embora se feche a Porta Santa, continua sempre escancarada para nós a verdadeira porta da misericórdia que é o Coração de Cristo. Do lado transpassado do Ressuscitado jorram até o fim dos tempos a misericórdia, a consolação e a esperança”, frisou Francisco.

Com o fim do Ano Jubilar Extraordinário, começa outro período de graça: trata-se do Tempo Jubilar pelos 60 anos da Arquidiocese de Goiânia, criada em 26 de março de 1956, pelo papa Pio XII, por meio da Bula Pontifícia Sanctíssima Christi Voluntas e instalada em 16 de junho de 1957, quando então tomou posse seu primeiro arcebispo, Dom Fernando Gomes dos Santos. Considerando a rica caminhada de fé da ainda jovem Arquidiocese, o Santo Padre Francisco concedeu um Tempo Jubilar de celebrações especiais a fim de oferecer amplas oportunidades de acesso aos Sacramentos com a devida preparação. Esse Tempo favorecerá a continuidade do estímulo à prática das obras de caridade e o fortalecimento da renovação espiritual promovida pelo Ano Santo da Misericórdia, seja aos fiéis – individualmente – como às paróquias e comunidades.

Com o decreto nº 946/16/1, de 14 de outubro de 2016, o arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz, por mandado do papa, comunicou que o Tempo Jubilar Arquidiocesano se dará de 14 de novembro de 2016 a 17 de junho de 2017. Conforme o decreto do arcebispo, receberão Indulgência Plenária nesse período os fiéis que, com ânimo desapegado de qualquer pecado, cumprirem algumas condições.

 

Indulgência Plenária

Penas do pecado. Por ter dupla consequência, o pecado grave nos afasta da comunhão com Deus e, consequentemente da vida eterna. Essa privação é denominada de pena eterna do pecado. Mesmo o pecado venial (menos grave) acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, seja na terra como depois da morte, no estado chamado purgatório. A purificação pelas Indulgências Plenárias liberta da chamada pena temporal do pecado, que em linguagem simples seriam as manchas que deixam em nós os pecados.  Uma conversão que procede de uma ardente caridade pode chegar à total purificação do pecador, de tal modo que não haja mais nenhuma pena. As obras de misericórdia corporais são um bom caminho. (Cf. CIC 1472)

 

Premissas para Indulgência Plenária

Confissão Sacramental: oportunidade de pedir perdão a Deus e receber a sua misericórdia. Quem vive do amor misericordioso de Deus está pronto a responder ao apelo do Senhor: “Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão” (Mt 5,24).

Comunhão eucarística: Fonte e ápice de toda a vida cristã. Os demais Sacramentos, assim como todos os ministérios e tarefas da Igreja, se ligam à Sagrada Eucaristia e a ela se ordenam (CIC 1324).

Orações pelo papa:A condição de rezar nas intenções do papa se cumpre ao recitar nessas intenções um Pai-Nosso e uma Ave-Maria, mas podem os fiéis acrescentar outras orações conforme a piedade e devoção. (Indulgências: orientações litúrgico-pastorais).

 

Obras

A Arquidiocese prescreve também como condição para lucrar Indulgências Plenárias as seguintes obras:

1 – Visitar como peregrinos a Igreja Catedral de Goiânia ou a Basílica do Divino Pai Eterno em Trindade;

2 – Participar ali dos sacros ritos ou pelo menos rezar a Deus por um tempo razoável em favor da fidelidade do Brasil à vocação cristã, pelas vocações sacerdotais e religiosas e pela defesa da família;

3 – Concluir com o Pai-Nosso, a Profissão de Fé e invocações à Virgem Santíssima Mãe de Deus.

 

Indulgências aos idosos e enfermos

O decreto do arcebispo possibilita ainda aos fiéis piedosos que, devido à idade ou à grave doença, estiverem impedidos de comparecer, poderão obter igualmente Indulgência Plenária se, com completo desapego do coração de qualquer pecado e com intenção de cumprir o quanto antes as três condições habituais, juntarem-se espiritualmente às celebrações jubilares ou às peregrinações, oferecendo suas preces e seus sofrimentos a Deus misericordioso. A obtenção dessa Indulgência Plenária é aplicável como sufrágio também pelas almas do purgatório, a ser lucrada pelos fiéis sinceramente arrependidos.

Bênção Papal

 

Por ocasião do encerramento do Tempo Jubilar, às 18h do dia 17 de junho de 2017, data em que a Arquidiocese celebrará os 60 anos de instalação, Dom Washington Cruz irá presidir uma missa campal na Praça Cívica em que dará a Bênção Papal com Indulgência Plenária para todos os fiéis que participarem da celebração. “Os fiéis que receberem com devoção a Bênção Papal, mesmo sem poder participar fisicamente dos ritos sagrados, por alguma circunstância razoável, poderão lucrar a indulgência, desde que acompanhem em união espiritual os mesmos ritos transmitidos ao vivo pela televisão e pela rádio”, ressalta no decreto, o arcebispo.

Fúlvio Costa

 


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