• Jubileu de Diamante

Vocação: servir

Goiânia,06 de dezembro de 2016, às 15h.

 

"O Jovem vai modelano seu ser, seu temperamento, suas convicções, seu modo de agir e de se comportar conformr a graça do chamdo que recebeu"

 

Milhares de adolescentes e jovens, em todo o mundo estão, neste momento, experimentando o chamado que parte do próprio Cristo, Sacerdote e Senhor da Igreja. Em todos os lugares do mundo, em praticamente todos os continentes, em todas as culturas, em maior ou menor número, um grande contingente de jovens rapazes é acompanhado pela Pastoral Vocacional de suas dioceses em seus países, em vista do necessário e profundo discernimento vocacional.

Certamente em todos eles ecoa a voz de Cristo: “Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4,19). Esse chamado é como chama que queima os corações, como um ressoar forte da voz de Deus que passa a ecoar nos corações dos jovens, tornando- os inquietos e fortemente desejosos de unirem sua juventude, seu vigor físico e espiritual à missão que o sacerdócio importa.

A partir do momento em que o Senhor da Igreja deposita Seu olhar de Pastor sobre um jovem e o escolhe para o sacerdócio, toda a vida desse jovem passa a ser orientada segundo esse chamado. Escolhas são repensadas. Trajetórias profissionais são às vezes interrompidas. O jovem vai modelando seu ser, seu temperamento, suas convicções, seu modo de agir e de se comportar conforme a graça do chamado que recebeu. A família se torna o primeiro seminário. Lá dentro, mesmo em meio às dificuldades não raras, o jovem vocacionado exerce seu primeiro sacerdócio. Na relação com os pais e irmãos, com os vizinhos e amigos, vai se tornando referência na prática da fé, na oração em comum, na promoção da vida fraterna e da concórdia dentro do próprio lar.

As paróquias são as comunidades que complementam e estimulam os jovens na sua trajetória vocacional, bem antes de seu ingresso no Seminário. Ali, no convívio com os sacerdotes, párocos ou vigários paroquiais, do clero secular ou religioso, o jovem vocacionado vai sentindo com a Igreja, respirando com a Igreja, pensando com a Igreja, vendo sua vocação com a Igreja. Os padres são os primeiros a dar o correto, empolgante e firme exemplo da alegria de ser padre, da beleza do sacerdócio que vai para muito além das renúncias e, com certeza, não é exatamente um fardo a ser carregado, mas uma missão a ser serena e alegremente assumida com a profundidade da resposta individual.

Olhando para Maria, Mãe dos Sacerdotes, Mãe de Jesus Eterno Sacerdote, os jovens vocacionados podem aprender do silêncio orante, da postura compreensiva e complacente com os desígnios de Deus para a vida de cada um. Ela própria toda serviçal, em plena atitude de entrega realizada na certeza de que sua vida, doravante, será marcada pelo “Todo Poderoso que fez em mim maravilhas” e, por isso, “Santo é o Seu nome”.

Por todos os que sentem no coração esse chamado, como os discípulos de Emaús que sentiram o coração arder quando Ele lhes falava pelo caminho, peço a oração, o zeloso acompanhamento das famílias e das paróquias. O Serviço de Animação Vocacional da Arquidiocese pode servi-los nesse caminhar em busca da resposta ao chamado radical de Deus para o sacerdócio, num mundo tão necessitado de radicalidades mais profundas e mais conformes com a vontade de Deus.

Dom Washington Cruz

Arcebispo Metropolitano de Goiânia


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