• Jubileu de Diamante

Ordenação Sacerdotal

Goiânia,05 de dezembro de 2016, às 15h.

 

De vocacionados a sacerdotes: O caminho percorrido pelos futuros padres de Goiânia

 

 

Diáconos André Victor Secundino, 42 anos; Arpuim Aguiar de Araújo, 35; e Ronaldo Rangel Magalhães Macedo, 33. Os três serão ordenados padres da Arquidiocese de Goiânia, sob a imposição das mãos do nosso arcebispo, Dom Washington Cruz, na Catedral Metropolitana, no próximo dia 12 de dezembro, às 19h, Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina.

Mas qual foi o processo que os três percorreram até agora? O que estudaram, como foram chamados à vocação sacerdotal? Essas e outras questões eles responderam ao Encontro Semanal, em entrevista realizada no Seminário Interdiocesano Santa Cruz.

Perseverança no amor

Diácono André, 42, é natural de Goiânia, mas viveu boa parte de sua vida em Itapirapuã, que fica a 20 km da cidade de Goiás. Aos 18 anos, após o falecimento do pai, ele foi morar no Rio de Janeiro, onde estudou Informática durante um ano. Dos 19 aos 24 anos, ele trabalhou nessa área, em uma empresa de Goiânia, por 15 anos.

Fez a Primeira Eucaristia e a Crisma aos 28 anos e foi noivo por quatro. Chegou a ingressar no antigo Convento Profetas do Amor, em Anápolis, mas foi em Goiânia que ele seguiu em frente até concluir os estudos filosóficos e teológicos. Tomando o próprio exemplo, ele deixa uma mensagem especial aos jovens que sentem o desejo de servir ao Senhor como sacerdotes.

 “Perseverar na oração é o principal caminho, mesmo que em casa não haja muitos sinais de religiosidade, como foi o meu caso. Quem persevera na oração e se entrega com sinceridade a Deus é guiado por ele”, disse. Para o diácono, a figura do padre significa um sinal da presença de Deus neste mundo em que se repete demasiado o nome dele, mas que ainda assim é contraditório por estar tão marcado pelo desamor e violência. “O padre é a presença do amor que traz a luz de Deus que ilumina a todos”, afirmou.

Servir ao próximo

Arpuim, 35, teve uma experiência forte do chamado de Deus em 2004, quando estudava Engenharia de Produção na PUC Goiás. Naquela época, já bastante envolvido com a Igreja, ele sempre era procurado pelos colegas de turma para dar conselhos e ouvi-los falar de seus problemas e desafios. “Eu via aquilo como sinal do Sacramento da Reconciliação”, relembra.

Arpuim formou-se e foi trabalhar em Rio Verde como engenheiro técnico, responsável pelas embalagens de um frigorífico, atividade que ele achava bastante gratificante, mas era mais provocado pelos dramas vividos pelos colegas de trabalho, em suas vidas pessoais. Foi quando decidiu procurar o Serviço de Animação Vocacional da Arquidiocese de Goiânia. Começou a participar dos encontros quinzenais e teve seu discernimento para o sacerdócio por ocasião da visita do papa Bento XVI, em 2007, ao Brasil. “Eu fui à canonização do Frei Galvão com o grupo de jovens da Lectio Divina e lá tive uma experiência muito forte com a comunhão eclesial dos fiéis. Fiz a vontade de Deus que no fundo era a minha também”. Para o diácono Arpuim, ser padre é entregar-se ao serviço, com disposição e caridade, levando o Cristo para as pessoas por meio da acolhida, da liturgia, dos Sacramentos e cuidando delas como um pai”.Toda a sua caminhada vocacional, o futuro padre atribui ao início de tudo, com o testemunho dos pais Rubens Pereira e Valdeína Barbosa.

O Senhor ouve

Baiano de Sebastião Laranjeiras, diácono Ronaldo está em Aparecida de Goiânia desde 2004. Participava da Paróquia Santa Cruz, onde recebeu o Sacramento da Crisma. No grupo de jovens da mesma paróquia, experimentou viver em unidade, como nas primeiras comunidades cristãs narradas nos Atos dos Apóstolos (2,42).

“Esse modo de viver foi me cativando e fui entendendo quão amável é a casa do Senhor e, assim como a andorinha, eu encontrei um lugar para mim, pois felizes são os que habitam na casa do Senhor e um só dia nela, vale mais que mil” (cf. Sl 83).

Desde criança, Ronaldo dizia aos pais que deixaria a sua casa e foi ouvindo o chamado de Deus que ele tem se realizado no seguimento. “Sempre pedi para Deus guiar os meus caminhos, e ele me ouviu. Nos caminhos do Pai estava Goiânia, o seminário, o sacerdócio, enfim, a busca da santidade”, declarou. Como o diácono André, ele também não teve uma formação religiosa em casa, mas foi ouvindo o chamado de Deus e o Senhor também o ouviu em suas orações. Ronaldo ingressou no seminário aos 24 anos.

Caminho ao sacerdócio

Na Arquidiocese de Goiânia, a formação sacerdotal é composta de três etapas distintas. A primeira acontece no Centro Vocacional São João Paulo II, cujo formador é o padre Luiz Henrique. Neste primeiro passo os jovens são chamados a discernir sua vocação, seja ela sacerdotal ou não. A etapa seguinte acontece com o Ano Propedêutico no Seminário Santa Cruz, onde os vocacionados vivem um ano forte de discernimento vocacional se aprofundando sobre o caminho que estão seguindo e a vivência em comunidade. A última e mais longa etapa da caminhada vocacional se dá no Seminário Interdiocesano São João Maria Vianney, em que os jovens estudam três anos de Filosofia e quatro de Teologia, no Instituto Santa Cruz. Depois, têm mais um ano de pastoral para enfim receberem as ordenações diaconal e presbiteral. Atualmente a Arquidiocese de Goiânia conta com cinco seminaristas menores, seis no Ano Propedêutico e 22 no Seminário Maior. Entrevistado, o formador do Seminário Santa Cruz, padre José Luiz explicou como devem proceder os jovens que sentem o chamado à vocação sacerdotal. “Primeiro recorrer ao padre da sua comunidade ou da sua paróquia que é a via mais fácil. É muito importante que os jovens falem de suas inquietações aos seus párocos, que eles saberão como os apresentar à Pastoral Vocacional. Caso queira, também pode entrar em contato diretamente com os seminários por telefone e dizer que deseja conversar com um formador sobre sua vocação, que nós, eu e padre Luiz Henrique, estamos à disposição para falar sobre o assunto”.

 

Fúlvio Costa

 


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