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Contra o Aborto

Goiânia,15 de dezembro de 2016,às 14h45.

 

Famílias promovem passeata de protesto contra o aborto

 

 

Um grupo de católicos realizou uma passeata de protesto, no domingo passado (11), contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de que o aborto, até o terceiro mês de gestação, não é crime.

A caminhada reuniu cerca de 100 pessoas, vindas de paróquias da Arquidiocese de Goiânia, e do Projeto Família do Céu aqui na Terra, da Comunidade Luz da Vida. As famílias presentes saíram da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora (Catedral), às 11h, após receberem a bênção do pároco, monsenhor Daniel Lagni. Eles contornaram a Praça Cívica e fizeram uma primeira parada em frente à Assembleia Legislativa, onde os legisladores de Goiás receberam a confiança do povo para ocuparem cargos públicos. Eles afirmaram também que os deputados que defendem o aborto estão contra a sociedade, sob pena de não serem reeleitos em 2018.

A passeata seguiu em direção ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, onde aconteceu uma segunda parada. Ali, os manifestantes fi zeram uma oração pelos juízes do estado e lembraram que a decisão do STF vai contra o artigo 5º da Constituição Federal, que garante a inviolabilidade do direito à vida. Entre os participantes, estava Luana Francis Pereira de Souza, 32 anos, mãe de cinco filhos e grávida do sexto. “Nós estamos aqui hoje porque defendemos a família e a decisão do Supremo vai contra a vida”, justificou. Seu esposo, José Rodrigues, 37, disse que a decisão é equivocada e abre precedentes para propagação da cultura da morte no país.

Eu testemunhei, como enfermeira, trabalhando em hospitais, que 99% das mulheres que fizeram aborto se arrependeram e pediram ajuda para se tratar psicológica e fisicamente" (Irmã Ana Cecília Torres de Souza, Religiosa e enfermeira)

Irmã Ana Cecília Torres de Souza, Carmelita Mensageira do Espírito Santo, que mora em São Paulo, também participou do ato. Enfermeira por formação, ela disse, em entrevista ao Encontro Semanal, que o aborto é um atentado à vida do bebê e da mulher que o pratica. “Eu testemunhei, como enfermeira, trabalhando em hospitais, que 99% das mulheres que fi zeram aborto se arrependeram e pediram ajuda para se tratar psicológica e fisicamente”, comentou. Segundo ela, o aborto dilacera os corpos do bebê e da gestante, porque a mulher foi feita para gerar vidas e não para tirá-las. “Abortar um bebê é destruir o próprio corpo e matar uma vida que tem um código genético completamente diferente daquele dos pais”, explicou.

Para o advogado Murilo Miranda, um dos promotores do evento, além de ferir a Constituição Federal, a decisão do STF viola o Tratado Internacional dos Direitos Humanos (art. 3º), que justifica que o direito à vida começa na concepção. É ainda um golpe ao Código Civil (art. 2º), que garante que o direito do nascituro também começa desde a concepção. “Costumo dizer que não precisamos chegar à altura dos argumentos religiosos para dizer que qualquer decisão, seja ela do STF, do STJ, ou de qualquer juiz do tribunal não tem sustentação legal, porque temos leis nacionais e internacionais que garantem o direito à vida”, declarou. Murilo antecipou que uma próxima passeata contra o aborto deverá acontecer nos próximos meses.

Fúlvio Costa

 


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