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Espiritualidade Litúrgica

Sobre o tema Espiritualidade Litúrgica, vale à pena verificarmos o que ensina o documento n. 43 da CNBB, Animação da vida litúrgica no Brasil:
Vida espiritual é uma vida orientada e alimentada pelo Espírito, que Cristo prometeu e derramou em Pentecostes. Desde então é o próprio Espírito que, dando testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus, nos leva a viver como irmãos e irmãs e a construir o mundo, sinal do Reino, que Deus quer para sua família.
Como testemunham os Atos dos Apóstolos (At 2,42), os primeiros cristãos assimilaram logo as dimensões bíblica, comunitária, sacramental e de compromisso da vida cristã. Pois freqüentavam a doutrina das testemunhas da Ressurreição, o encontro com os irmãos, o partir do pão entre orações, conquistando a simpatia de todo o povo (cf. At 2,27).
Na Igreja existem diversas formas de espiritualidade, nascidas do modo de viver o seguimento de Cristo sob o impulso do Espírito Santo, que é sempre o mesmo e, entretanto, distribui generosamente sua diversidade de dons (cf. 1Cor 12,4-11). Muitos santos, e alguns deles fundadores de Congregações e Ordens religiosas, graças ao carisma que lhes é próprio, iniciam um estilo de vida expresso na maneira de aceitar o dom da filiação e o projeto do Pai. E para felicidade da Igreja, fizeram escola.
A Liturgia é fonte de vida e expressão celebrativa da comunidade eclesial. Nela, homens e mulheres chegam ao mais alto patamar da comunhão com Deus, quando a criatura amada e redimida por seu Senhor, dilata seu coração numa perene ação de graças, que se torna, por sua vez, bendita escola de gratuidade. Por outro lado, os leigos encontram fundamento para sua espiritualidade no Evangelho vivido por tantos cristãos leigos ao longo da história da Igreja.
Além disso, as comunidades eclesiais encontram na Liturgia os grandes elementos de toda vida espiritual: ali está a Palavra nos espaços privilegiados que as celebrações lhe dão. Nunca rezamos tão unidos como na Liturgia, que se define como ação comunitária por excelência e é vista como escola e expressão alta de comunhão.
A Liturgia é sinal e instrumento da graça e se desenvolve na celebração da Palavra, da Eucaristia e dos outros sacramentos. E porque o mistério pascal de Cristo celebrado e atualizado em cada sacramento deve ressoar e completar-se na vida, toda a Liturgia deve levar a um compromisso social. O cristão celebrante é sinal vivo do mistério pascal e portanto instrumento de salvação integral. Por outro lado, na medida em que as comunidades estão comprometidas com a transformação do mundo, seu engajamento repercute na Liturgia, fonte e ápice de toda a vida cristã.
A espiritualidade ou seja a vida que o Espírito implanta na escuta da Palavra, na construção da comunidade, na Fração do Pão, é a vida dos seguidores de Cristo. Portanto, Cristo é o centro de toda espiritualidade. E é para alimentá-la que ele se encontra no centro da Liturgia. As celebrações são o exercício do sacerdócio de Cristo, revelam, anunciam e tornam presentes as ações redentoras do Filho de Deus, sacrificado pela salvação da humanidade. Ligada a Cristo, que é o Verbo feito carne para viver as realidades humanas, a Liturgia anima a vida cristã como a alma, todo o corpo. Dá dimensão espiritual à Semana pela celebração do Domingo, ao Ano todo pela seqüência dos ciclos; está presente nos pontos altos da vida, pelos sacramentos e nos acontecimentos e situações do dia-a-dia, através da celebração de bênçãos apropriadas.
Em síntese, pode-se dizer: a espiritualidade litúrgica é o exercício autêntico da vida cristã, como vida em Cristo, enraizada nos sacramentos mantida por sua vivência.

Fonte: CNBB, Doc.43, n.149-160

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