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17º Encontro Nacional de Presbíteros

17º Encontro Nacional de Presbíteros

O 17º Encontro Nacional de Presbíteros (ENP) teve cerca de 550 participantes, entre eles 501 presbíteros, 8 bispos, 2 cardeais

O 17º Encontro Nacional de Presbíteros (ENP) teve cerca de 550 participantes, entre eles 501 presbíteros, 8 bispos, 2 cardeais e demais convidados, representando 213 das 274 dioceses do Brasil. Eles se reuniram em Aparecida (SP), de 26 de abril a 2 de maio, para rezar, conviver e experimentar a alegria de ser Pastor e Discípulo Missionário do Senhor. O encontro foi assessorado pelo padre Dr. Paulo Sérgio Carrara, e o dia de espiritualidade (retiro) foi orientado pelo cardeal Dom Cláudio Cardeal Hummes, arcebispo emérito de São Paulo.

No encontro, foram abordados temas referentes à vida presbiteral, em que se refletiu sobre identidade, espiritualidade e missão do padre no Brasil, todos sob uma perspectiva muito rica: discipulado, pastoreio, intimidade com Deus, cuidado de si e da comunidade (fiéis), e atenção especial aos sofrimentos do povo.

Os temas foram relacionados com o momento de crise vivido pela sociedade brasileira, sobretudo a crise política, econômica, social, moral e ética. Falou-se também das descrenças do povo em relação às lideranças e instituições partidárias, das perseguições, prisões e morte de muitos irmãos padres no Brasil, no México e em outros países. Ainda na linha das reflexões, foram abordados assuntos como a importância do Ano do Laicato, a eclesiologia do Concílio Vaticano II, a teologia da América Latina, a conferência do episcopado latino-americano e Caribe, e as orientações das diretrizes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O presbítero tem sua importância como discípulo missionário de Cristo no exercício de sua missão como Bom Pastor, pela ação do Espírito Santo, afirmado no 17º ENP. “Ser discípulo é deixar-se iluminar pela Palavra de Deus, no nutrir pela Eucaristia, e ser enviado em missão às mais variadas periferias existenciais de nosso tempo, nesse imenso Brasil”. Portanto, o presbítero é o profeta e pastor no cuidado, no diálogo, na atenção, na unidade, na proximidade e fraternidade, na misericórdia e ternura, para com o povo (17º ENP).

Falou-se também da importância da espiritualidade presbiteral, que deve ser encarnada e atenta aos desafios dos novos tempos. O padre tem a missão de ser guia/pastor na comunidade, para que o rebanho não se perca nem seja devorado pelos “lobos vorazes: ideologia, radicalismo, fundamentalismo, individualismo, agnosticismo, relativismo” e nem sofra dispersão (17º ENP).

Grupo de padres do Regional Centro-Oeste da CNBB, representantes das dioceses de Goiás e do Distrito Federal

O presbítero deve situar-se na Pastoral Presbiteral, que promove a espiritualidade de comunhão entre o bispo e seus irmãos sacerdotes. Deve estar em formação permanente, aprofundando o conhecimento teológico, assim como o estudo dos documentos da Santa Mãe Igreja, buscando as fontes da Palavra, Tradição, Sacramentos; e cultivar o compromisso com a oração pessoal e comunitária. Há também a necessidade do “cuidado físico, afetivo, psicológico, racional, intelectual, pastoral, espiritual, emocional e mental” (17º ENP). Cuidar é também trabalho em equipe, conversão, interação positiva, ter senso crítico (crescimento), partilha, integração, diálogo/relacionamentos, lazer, comunhão fraterna, hospitalidade, zelo pastoral e uso sadio dos bens da comunidade.

Na missão, o presbítero necessita de uma organização estrutural para um estilo de vida agradável, horários, cultura/ambiente, costumes, linguagens, sensibilidades; estar ao lado dos pobres, ser a expressão de uma Igreja em saída e samaritana, em busca da ovelha perdida.

Por fim, o presbítero, vivendo a intimidade com Deus, tem o sustento do seu ministério, que é fortalecido pela oração, para o ensinamento dos fiéis. A oração reúne a comunidade e “glorifica a Deus e santifica a pessoa humana” (SC, n. 7,10). Sob outro aspecto, a celebração litúrgica não deve se converter em mero evento social, na qual se perde a dimensão do mistério. Seu valor ministerial deve sempre ser resguardado como centro de toda a vida cristã. Não devemos ainda nos fechar em “tradicionalismo

e rigorismo litúrgicos e evitar o exibicionismo, a vanglória; o mundanismo, o comodismo, o fetichismo e o fascínio pelas conquistas sociais e políticas; o fundamentalismo e seus princípios puramente doutrinais (EG 60, 63, 93, 101).

O encontro encerrou-se na casa da Mãe Aparecida, com a missa de envio a todos os presbíteros, presidida pelo arcebispo de Palmas, Dom Pedro Brito Guimarães, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB.

Pe. Luiz Alberto V. Rodrigues
Administrador paroquial da Paróquia N. Sra. das Graças e membro do Conselho Presbiteral

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