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Vivemos a Semana das Semanas e o Dia dos Dias

Vivemos a Semana das Semanas e o Dia dos Dias

A Ressurreição do Senhor Ilumina a Vida Inteira

Em comunhão com a Igreja em todo o mundo, a Arquidiocese de Goiânia viveu a grande Semana Santa. Grande porque com Cristo vivemos seus últimos dias, os mistérios da fé, por meio de sua Paixão, Morte e Ressurreição, e por ser o coração do Ano Litúrgico. Do Domingo de Ramos até o Domingo de Páscoa, o Encontro Semanal acompanhou as celebrações presididas pelo arcebispo Dom Washington Cruz, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Auxiliadora e no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, com a Missa do Crisma, na Quinta-feira Santa, e outras celebrações na Catedral. Nesta reportagem trazemos, em fotos e nas palavras do nosso pastor, os principais momentos da Semana Santa.

Domingo de Ramos

O episódio da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, conforme narra o Evangelho de Marcos (11,1-10), é repleto de simbolismo. Ao subir à cidade que era o centro do poder político da época, o Mestre tem uma mensagem muito importante para todos nós: é um percurso para o alto a ser feito pela fé cristã. O Domingo de Ramos (25 de março) foi celebrado na Catedral Metropolitana em seis missas. Às 11h30, Dom Washington presidiu e disse que aquele dia é o grande portal de entrada da Semana Santa, a semana em que o Senhor Jesus caminha até o ponto culminante da sua existência terrena. “Ele sobe a Jerusalém para dar pleno cumprimento às Escrituras e ser pregado no lenho da cruz, o trono donde reinará para sempre, atraindo a si a humanidade de todos os tempos e oferecendo a todos o dom da redenção. Sabemos, pelos Evangelhos, que Jesus se encaminhara para Jerusalém juntamente com os Doze e que, pouco a pouco, foi unindo-se a eles uma multidão cada vez maior de peregrinos”.

Benção das estradas

Na manhã do dia 28 de março, Dom Washington presidiu o Rito de Bênção das Estradas e abençoou os viajantes, por ocasião da 12ª edição da Operação Semana Santa, da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A cerimônia aconteceu no Posto da PRF, no km 132, da BR 060, saída para Anápolis. “Rezamos e pedimos a Deus que os viajantes tenham cuidado com suas vidas e a do próximo. Viagem, mas com responsabilidade”, deixou o arcebispo sua mensagem. Depois da sua fala, ele se dirigiu à rodovia, aspergiu os viajantes e banhou o asfalto com água benta. Após a Semana Santa, a PRF divulgou o balanço da operação, que aconteceu de 29 de março a 1º de abril. Foram registrados 27 acidentes, 35 feridos e três mortes e houve 3.418 autuações. Foram registrados ainda 173 motoristas dirigindo sem o uso do cinto de segurança, 122 usando o celular e 18 veículos que transportavam crianças sem o uso da cadeirinha. Os motoristas alcoolizados somaram 42 e 12 pessoas foram detidas. Houve queda nesses números em relação ao ano anterior, que teve 50 acidentes, 51 feridos e duas mortes. As autuações foram 4.408. Em 2017 foram detidas ainda 20 pessoas; autuadas 83 alcoolizadas e 38 usando o celular enquanto dirigiam. Na Semana Santa acontece o maior número de acidentes e mortes, conforme o inspetor da corporação, Newton Morais. Esse período é considerado o mais violento nas rodovias brasileiras, junto com o Carnaval.

Quinta-Feira Santa /Missa do Crisma

Como acontece tradicionalmente, a Missa do Crisma ou dos Santos Óleos, como é conhecida, foi celebrada no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, com a presença de todos os sacerdotes da Arquidiocese de Goiânia. Na celebração, que tem um rico simbolismo, o bispo abençoou também os óleos dos catecúmenos e dos enfermos, e consagrou o óleo do Santo Crisma, que serão usados nos ritos sacramentais nas paróquias durante todo o ano. “Quinta-feira Santa é a nossa festa: o dia da Eucaristia e do Sacerdócio, o dia por excelência do presbitério e de cada sacerdote. Numa expressão clara de comunhão dos presbíteros com o seu Bispo e entre si, aqui estamos todos participando, também, da bênção dos santos óleos, que levareis para as vossas paróquias e lá permanecerão, ao longo de todo o ano, como elementos de referência à unidade da pastoral arquidiocesana”, destacou Dom Washington em sua homilia. Na celebração ele também lembrou dos padres e religiosas jubilares.

Quinta-Feira Santa /Missa da Santa Ceia do Senhor

Essa missa, que deu início ao Tríduo Pascal e na qual é celebrada a instituição da Eucaristia, a instituição do sacerdócio e o mandamento do Senhor sobre a caridade fraterna, aconteceu na noite da Quinta-feira Santa, dia 29, na Catedral de Goiânia. Na mesma celebração, foi realizado também o Rito do Lava-pés, que significa a dimensão do serviço. “Na Páscoa de 2018, nesta catedral e em todas as famílias e comunidades cristãs, nós somos e só podemos ser um povo disposto a partir – não como emigrantes geográficos, mas como gente convertida a um Deus que nos faz estar ainda mais aqui, em doação e serviço”, afirmou o arcebispo. Ele ainda nos convidou a partir como os hebreus, com o essencial do que somos e havemos de oferecer, e a praticar o serviço, como o fez o Cristo. “Se Eu vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu o fi z, vós façais também”. Após a Missa da Ceia, o Santíssimo foi levado para adoração na capela da Catedral, em procissão conduzida pelo arcebispo.

Sexta Feira da Paixão do Senhor

Dia de jejum e abstinência. Foi celebrada a Paixão de Cristo e adoração da Santa Cruz às 15h. Neste dia, o único em que não há missa durante o ano litúrgico, a Igreja curva-se ao mistério da Santa Cruz. O sacrário foi esvaziado, o altar desnudado, aconteceu a procissão até a capela da Catedral para adoração, sem solenidade, pois já era o dia da Paixão do Senhor. A simbologia deste dia tem o intuito de causar o impacto da morte de Jesus no povo de Deus. Dom Washington proferiu uma bela homilia enriquecida com a profundidade da liturgia. “Sem Jesus Cristo Crucificado não saberíamos o que é a nossa vida, nem nossa morte, nem quem é Deus, nem quem somos nós mesmos. Por isso, como cantaremos na noite de Páscoa, ‘de que nos serviria ter nascido, se não tivéssemos sido resgatados? ’ A Cruz nos abre à esperança e a escuridão de sua dor nos abre à luz”.

Sábado Santo (Vigília Pascoal)

Dia propício para rezar a Nossa Senhora até a Vigília Pascal, porque nesse dia ela se recolheu, sentiu a solidão, após ter testemunhado a morte e o sepultamento do seu Filho, embora a centralidade da Semana Santa não seja a dor de Nossa Senhora, mas, sim, a Paixão e Morte de Cristo, que também venceu a dor de Nossa Senhora e a dor da humanidade inteira. Essa celebração começou às 20h, na Catedral Metropolitana, presidida por Dom Washington. “Esta noite de Páscoa é uma noite de festa. Festejamos a Ressurreição de Cristo, aquela noite do terceiro dia, em que Jesus, como tinha prometido, vence a morte, ressuscitando e trazendo consigo todos os que estavam nas sombrias regiões da morte. Celebramos não como um sinal de vingança: mataram Jesus, mas ele é mais forte. Celebramos uma presença viva, uma luz que não se apaga, simbolizada neste círio pascal, que hoje consagramos e será um dos sinais da presença de Cristo na sua Igreja”, destacou o presidente da celebração. Antes, houve a bênção do Fogo Novo na Liturgia da Luz, que simboliza a Luz da Páscoa, que é Cristo, Luz do Mundo. Durante a celebração, houve a Bênção do Círio e o jovem Pedro foi batizado e crismado.

Domingo de Páscoa

Com o Domingo de Páscoa, inicia o período de recomeçar, regenerar, rebrotar. É o dia mais importante do ano litúrgico, em que os cristãos deixam para trás o homem velho e começam uma nova vida em Nosso Senhor, que venceu a morte para nos dar a vida. Dom Washington, porém, deixou uma mensagem para continuarmos atentos: “O acontecimento e o anúncio da Ressurreição iluminam a vida inteira, mas não eliminam da nossa vida a cruz nem erradicam do mundo todo o mal. A feliz notícia da Ressurreição não é delírio a alimentar a ilusão de um paraíso a baixo custo. O amor vencedor da Páscoa é, sobretudo, uma força de esperança precisamente onde o perdão e a reconciliação são tão necessários como difíceis”. O caminho da salvação, enfatizou o arcebispo, é o mesmo que trilhou Jesus. “Aquele que descera pela escada da Cruz, até o abismo da morte, entrou definitivamente na vida gloriosa de Deus e foi exaltado pelo Pai. Esta é a estrada que leva à glória. Somente quem desce e se humilha pode ascender a Deus e às “coisas do alto” (cf. Cl 3,1-4). O cristão sabe agora que não chega ao Céu senão pela escada da Cruz, pela qual se sobe descendo e se desce subindo! ”.

Fúlvio Costa

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