Na manhã desta quarta-feira, 18 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, a Igreja no Brasil lançou a Campanha da Fraternidade 2026, com o tema “Fraternidade e Moradia”.
Na Arquidiocese de Goiânia, a coletiva de imprensa que marcou a abertura da campanha foi realizada no Auditório da Cúria Metropolitana. O evento contou com a presença do Arcebispo Metropolitano, Dom João Justino, além de representantes da Pastoral da Moradia, Pastoral do Povo de Rua, Pastoral dos Migrantes e da Ocupação Marielle Franco (Bairro Solar Ville), comunidade onde acontecerá o lançamento da CF junto à população, no sábado, 21 de fevereiro, às 9h.
“A campanha é oportunidade de nos impulsionar em um duplo movimento: primeiro, de conscientização à luz da Palavra de Deus e do ensino social da Igreja. Desde os textos bíblicos, especialmente os Evangelhos, passando pelos Padres da Igreja, pelo período da patrística e pelo magistério dos papas, encontramos abundantes ensinamentos sobre a questão da moradia. Além disso, somos chamados a corrigir a compreensão da moradia como mercadoria, objeto de especulação ou mérito individual, reconhecendo-a como necessidade essencial para o desenvolvimento humano integral e como direito social”, destacou o arcebispo.
Tempo quaresmal
O tempo da Quaresma nos convida à conversão pessoal, comunitária e social, fortalecendo também nossa relação com Deus. Somos chamados a viver intensamente este período de preparação para a Páscoa do Senhor e a assumir a Campanha da Fraternidade 2026 como compromisso concreto com o Evangelho, por meio de gestos de solidariedade e amor às pessoas que enfrentam dificuldades para ter uma moradia digna.
A campanha busca inspirar a sociedade e o poder público a olharem para a moradia não apenas como uma construção, mas como um direito humano fundamental. A reflexão parte do exemplo de Jesus que, ao assumir a condição humana, também precisou de um lar para crescer com dignidade.
Foco em políticas públicas
A CF 2026 apresenta objetivos concretos. A Igreja pretende:
• Estimular a construção de moradias para famílias em situação de vulnerabilidade;
• Cobrar políticas públicas eficazes, para que as leis habitacionais saiam do papel;
• Promover a integração da moradia com serviços essenciais, como saneamento básico, energia, transporte e segurança.
Foto: Wagmar Alves/PUC GO