Nos dias 12 a 14 de julho, a Cidade da Comunhão, no Jardim das Aroeiras, em Goiânia, se tornou a cidade de Maria, ao acolher a Mariápolis 2019, com o tema “Espírito Santo: vida e luz”. O evento reuniu mais de 300 pessoas, de todas as faixas etárias e das mais diversas cidades do Regional Centro-Oeste (Goiás e Distrito Federal) e de outras regiões do país.
Mariápolis é um congresso realizado em todo o mundo pelo Movimento dos Focolares, em que os participantes, chamados de mariapolitas, têm a oportunidade de dispor de uma convivência fundamentada no amor recíproco, na paz e na fraternidade. O evento é destinado também às pessoas que desejam conhecer a espiritualidade da unidade: “Que todos sejam um” (Jo 17,21), fruto de um carisma entregue à fundadora dos Focolares, Chiara Lubich.
“É um momento em que paramos nossas rotinas para fazer uma convivência e, ao mesmo tempo, aprofundar temas como o proposto para este ano sobre o Espírito Santo”, explicou um dos organizadores do evento, Júlio Carneiro, da Arquidiocese de Brasília. Por ser a “cidade de Maria”, conforme explicou, o evento reúne todas as vocações e idades, sem distinção de religião. A dinâmica da Mariápolis procura se adaptar a todos os participantes, oferecendo um programa diversificado com testemunhos, palestras, músicas, momentos festivos, celebrações e orações.

Juliana Lopes, 20 anos, pertence ao Movimento Gen, geração nova, do Movimento dos Focolares, e comentou sobre o evento realizado em Goiânia. “Tivemos aqui uma vivência de três dias concretos no propósito da unidade, da vivência do Evangelho na prática e também de abraçar as novas pessoas que vêm pela primeira vez e aquelas que já conhecem o movimento”, afirmou. Paola Maria, 20 anos, de Joviânia (GO), disse que as palestras, os grupos de partilha e a apresentação da Pastoral dos Migrantes mostram a amplitude do movimento e como ele ultrapassa barreiras. Já Carlos Henrique, 27 anos, da Arquidiocese de Goiânia, ressaltou a temática sobre o Espírito Santo. “Essa Mariápolis está sendo diferenciada das demais pelo tema escolhido para este ano. É a oportunidade de conhecer a nós mesmos, o próximo e aceitá-lo como ele é por meio da ação do Espírito Santo, pois não há como viver uma vida cristã sem ele.”

No dia 13, o arcebispo Dom Washington Cruz presidiu a Santa Missa no evento, na qual, em sua homilia, ele destacou que a Mariápolis é feita de experiências, conferências, palestras, mas também é vivida por meio do silêncio e da oração. “Chiara Lubich dizia que quando dois falam ninguém entende, portanto, é preciso fazer silêncio quando o outro fala”. Ele comentou ainda que, no início de sua vida religiosa, um padre jesuíta dizia que “é preciso morrer para o outro viver, isto é, é preciso calar para ouvir também, em Mariápolis, Jesus em nós, que fala com o Jesus no irmão.”
O evento foi encerrado, no dia 14, com a Santa Missa de envio, presidida pelo bispo auxiliar de Goiânia, Dom Levi Bonatto.
Fúlvio Costa