A figura do diácono é comum na Arquidiocese de Goiânia. Em diversas paróquias, vemos, cotidianamente, ele exercendo os mais diversos serviços designados pelo nosso arcebispo, Dom Washington Cruz. Mas será que conhecemos o ministério do diácono? Muitas pessoas, sobretudo aquelas que não têm uma caminhada de seguimento na Igreja, acreditam ser ele um padre, quando o vê no serviço da liturgia, no altar. Mas a estola, espécie de faixa que carrega em linha diagonal sobre o ombro, por cima da túnica, é a sua principal identidade que o diferencia simbolicamente do padre.
Segundo a Constituição Dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja, o diácono se encontra no grau inferior da hierarquia (diaconal, presbiteral, episcopal). Desse modo, são-lhe impostas as mãos, “não para o sacerdócio, mas para o serviço” (LG 29). De fato, é como vemos o diácono desenvolvendo sua missão. O serviço inerente ao seu ministério, conforme as determinações do arcebispo, é diversificado.
Se os padres são consagrados à imagem de Cristo, sumo e eterno sacerdote, para pregar o Evangelho, apascentar os fiéis e celebrar o culto divino, desempenhando o múnus de Cristo pastor e cabeça, pregando e ensinando, exercendo ainda o ministério da reconciliação e o do conforto para com os fiéis arrependidos e enfermos (cf. LG 28), o diácono tem o caráter peculiar de, fortalecido com a graça sacramental, servir o Povo de Deus em união com o bispo e o seu presbitério (corpo de sacerdotes da Arquidiocese), nos ministérios da Liturgia, da Palavra e da Caridade (cf. LG 29). Apesar de a Liturgia normalmente ser a mais visível dos três, setores da Igreja têm buscado um contraponto em orientações oficiais e oficiosas que enfatizam o ministério da Caridade como sua nota característica, bem como o importantíssimo ministério da Palavra.
Serviço
– Administrar solenemente o Batismo
– Guardar e distribuir a Eucaristia
– Assistir e abençoar o Matrimônio em nome da Igreja
– Levar a Eucaristia aos doentes
– Ler aos fiéis a Sagrada Escritura
– Instruir e exortar o povo
– Presidir o culto e a oração aos fiéis
– Administrar os Sacramentos
– Dirigir os ritos dos funerais e da sepultura
– Desenvolver os ofícios da caridade e da administração

Diáconos permanentes e transitórios
Além das inúmeras diferenças no ministério do padre e do diácono, há também distinção entre o diácono permanente e o diácono transitório. O permanente, como o próprio nome diz, é quem exerce duplo ministério: Matrimônio e Ordem, para o serviço perene na Igreja. Enquanto o diácono transitório é aquele que está em seguimento, se preparando para a ordenação sacerdotal. Segundo o diácono permanente Carlos Vieira de Brito, 63 anos, presidente da Comissão Arquidiocesana de Diáconos (CAD), esta Igreja particular conta hoje com 42 diáconos, e um em missão nos Estados Unidos. Os diáconos permanentes são formados na Escola Diaconal Arquidiocesana
Santo Estêvão, estudam quatro anos de Teologia e passam por um rigoroso processo de missão em preparação à vida no Sacramento da Ordem. Para ser ordenado, conforme o diácono Brito, o candidato deve ter no mínimo 35 anos de idade e cinco anos de casado. Se solteiro, ter a idade mínima de 25 anos. O serviço pastoral do diácono permanente na Arquidiocese tem sido, principalmente, o apoio aos administradores paroquiais; a administração de paróquias e quase-paróquias, quando necessário; a assistência aos sacramentos, celebrações da Palavra, nos cursos de formação para todas as pastorais, na catequese, no acompanhamento aos doentes e nos ritos de exéquias.
A caminho do sacerdócio
Atualmente, a Arquidiocese de Goiânia conta com três diáconos transitórios: Rodrigo Lacerda Correa, Adnilson Pedro Gomes e Pedro Mendonça Curado Fleury, que deverão ser ordenados padres, pela imposição das mãos de Dom Washington Cruz, ainda este ano.
No próximo dia 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, às 19h30, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Auxiliadora, nosso arcebispo ordena mais cinco diáconos transitórios: Diêmersom Bento de Araújo, 25 anos; Marcos Paulo Vilela de Assis, 26 anos; Thiago Martins Borges, 29 anos; José Victor Cabral Dutra, 30 anos; e Vilmar Antônio Barreto, 37 anos. Todos estão convidados a participar desse importante momento em que Deus chama trabalhadores para a sua messe. No primeiro ano da etapa diaconal, eles continuam no seminário, mas exercendo o ministério em paróquias, e no segundo ano, em estágio pastoral, aprofundando o ministério e se preparando para receber o sacerdócio.
Depoimentos
"Vocação é escutar com o coração o chamado de amor e a ele responder com amor-doação" (Diêmersom)
"A mim Deus usou de pessoas para me ajudar a despertar a vocação, mas foi a partir da oração que ele me confirmou" (Marcos Paulo)
"O que define a minha vocação é essa iniciativa de Deus: Ele me ama e tem um projeto de vida e realização para mim" (José Victor)
"Difícil falar o momento exato que percebi tal chamado ao sacerdócio. Acredito que Deus foi construindo essa percepção em mim ao passar dos tempos" (Vilmar)
"Vocação é, sem dúvida, um dom de Deus. Uma resposta ao chamado que Deus faz a cada um, particularmente" (Thiago)
Fúlvio Costa