Em 16 de junho de 1957, a arquidiocese foi instalada pelo então núncio apostólico no Brasil, Dom Armando Lombardi, em um ato solene realizado na Praça da Catedral. Na mesma ocasião, o primeiro arcebispo de Goiânia, Dom Fernando Gomes dos Santos, tomou posse.
Começou, aí, uma nova e preciosa fase da Igreja em Goiás. O rápido processo de urbanização trouxe novas demandas de uma organização eclesiástica e eclesial mais ágil para cumprir as exigências da evangelização. Dom Fernando assumiu a nova arquidiocese e convocou as forças vivas que estavam dispersas; uniu-as e coordenou-as, começando a criar a mística da missão entre os fiéis. Direcionou a Romaria do Divino Pai Eterno, confiada já aos padres redentoristas, a quem apoiou e orientou para que a vida das romarias se distinguisse da vida paroquial. E, assim, a pastoral do Santuário foi tomando feições novas de Pastoral das Romarias.
Enquanto retomava as obras da construção do novo santuário em Trindade, dinamizava o acabamento da Catedral de Goiânia, e levava avante a preparação de espaços físicos e a estruturação da Cúria Metropolitana, do Seminário da Arquidiocese e de um Centro de Formação e Treinamento de Líderes (hoje, Centro Pastoral Dom Fernando).
Maior, porém, para a história de nossa Igreja, foi seu empenho evangelizador. Dinamizou o clero, realizando reuniões mensais (iniciadas em julho de 1957), estimulou a participação pastoral das religiosas e dos leigos. Criou a Obra das Vocações Sacerdotais e despertou uma crescente consciência da identidade da nova Arquidiocese.
Em 1958, Dom Fernando criou a Sociedade Goiana de Cultura (SGC) que, sob a sua presidência, foi encarregada de viabilizar a abertura da Universidade Católica. Esta foi criada em 1959, por decreto presidencial, com quatro faculdades incorporadas (Filosofia, Ciências e Letras; Ciências Contábeis e Atuárias; Belas Artes; e Direito) e duas agregadas (Enfermagem e Serviço Social), com o nome de Universidade de Goiás.
As Assembleias Arquidiocesanas também fazem parte da caminhada da Arquidiocese. Iniciadas por Dom Fernando com o objetivo de construir um projeto comum, elas se constituíram num processo participativo, gerador de comunhão e corresponsabilidade na missão. Foram nove assembleias realizadas de 1977 a 2000, tendo como maior destaque a opção preferencial pelos pobres.
