O mandato missionário concedido por Jesus antes de sua ascensão foi este: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que eu vos tenho ordenado” (Mt 28, 19-10). Preocupação da Igreja em todos os momentos de sua história, a catequese tem lugar privilegiado para que o Querigma (conteúdo do anúncio, o próprio Cristo), seja o centro da formação dos novos cristãos e o “depósito da fé” (cf. 2Tm 1,6-18), seja conhecido e observado em todas as dimensões da vida.
Na Arquidiocese de Goiânia não é diferente. No primeiro semestre de 2016, a Coordenação de Catequese e Iniciação Cristã, cujo coordenador era o padre Arthur da Silva Freitas, deu início ao estudo do Diretório Arquidiocesano de Catequese, formação que foi concluída no fim do ano passado, já sob a nova coordenação do padre André Secundino, após estudo dos oito capítulos do documento.
Para este ano de 2018, a proposta é aplicar o Diretório de Catequese nas paróquias e comunidades, por meio do processo catecumenal, em que a catequese deixa de ter
aquela característica de encontro em grupos e passa a readquirir a sua característica de trabalho de evangelização pessoal, considerando o indivíduo no seu processo de encontro com Deus e aprofundamento na fé. Esse modelo, que não é novo, mas foi deixado de ser utilizado pela Igreja ao longo do tempo, é a proposta que está alinhada com o ano litúrgico e requer dos catequistas um compromisso para além dos encontros semanais. Os agentes da Iniciação Cristã (capítulo 2 do Diretório), por exemplo, têm o papel de agentes de acompanhamento, que estão trabalhando para que se gere Cristo nas pessoas interessadas que buscam conhecer a fé cristã.
A metodologia proposta pela Arquidiocese de Goiânia nasce de uma Catequese adaptada às realidades atuais. Seu diferencial está no foco que antes tinha por finalidade os sacramentos e agora passa a ter como finalidade e foco a identidade cristã. Segundo padre André, para o acompanhamento desse processo, foi nomeado um Conselho Arquidiocesano de Catequese, conforme pede o diretório. O grupo conta com nove membros, representantes de cada vicariato territorial da Igreja de Goiânia. Diferente dos últimos anos, em que os catequistas contavam com uma Escola Arquidiocesana de Catequese, a cada mês, no Centro Pastoral Dom Fernando (CPDF), as referências nos vicariatos darão continuidade ao acompanhamento do processo catecumenal, de modo mais próximo para atender as paróquias.
Representantes dos Vicariatos no Conselho Arquidiocesano de Catequese
Representantes dos vicariatos, indicados pelos vigários episcopais, foram apresentadas ao nosso arcebispo, Dom Washington Cruz, e ao bispo auxiliar e coordenador arquidiocesano de pastoral, Dom Moacir Silva Arantes. O conselho é responsável pela aplicação e devida execução do Diretório Arquidiocesano de Catequese, atuando em colaboração com os párocos (cf. Diretório, p. 19). É constituído por pessoas que conhecem o documento, são coordenadores de catequese em suas comunidades e agora estão aptas a colaborar em toda a Igreja de Goiânia. “Essas pessoas do conselho são referências que vão ajudar nas paróquias e nas comunidades, tirando dúvidas, dando informações e colhendo dados”, afirmou padre André. O próximo passo, agora, é preparar o subsídio catecumenal para que os catequistas e evangelizadores coloquem em prática o diretório nas paróquias.

Subsídio
Embora ainda esteja em fase de preparação, o subsídio orientado pelo Calendário Litúrgico Catequético, será o guia da Catequese na Arquidiocese. O objetivo dele, conforme padre André, é orientar os catequistas sobre as fases do itinerário catequético em todas as paróquias, para que atuem em uniformidade.
A principal mudança em relação à catequese de encontros, a que estamos acostumados, é o alinhamento de cada etapa com o calendário litúrgico.
Iniciativas
Padre André faz a observação de que a etapa de Iluminação e Purificação deve acontecer no tempo da Quaresma, por isso, as outras etapas devem se ajustar para que todos os anos isso seja permanente. Este é o itinerário que deve perpassar a catequese de inspiração catecumenal. Foi esse o processo estudado na Escola Catequética nos anos de 2016 e 2017 e que deve ser aplicado a partir deste ano nas paróquias. Outra iniciativa importante para o ano de 2018, tarefa do Conselho Arquidiocesano de Catequese, será realizar um cadastro geral de catequistas. Um formulário está sendo preparado e ficará disponível na Cúria Metropolitana e no site da Arquidiocese, para que seja criado um banco de dados da quantidade de catequistas por vicariatos, para assim facilitar a preparação dos subsídios e acompanhar os evangelizadores e catequistas nas formações e em sua caminhada espiritual. “Nosso objetivo é colaborar para que, ao serem bons cristãos, eles possam ser bons catequistas, não apenas com o que ensinam, mas também com o testemunho de suas vidas”, disse padre André.
Fúlvio Costa