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Unidade dos Bispos marca 56ª Assembleia Geral da CNBB

Unidade dos Bispos marca 56ª Assembleia Geral da CNBB

  A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) concluiu, no dia 20 de abril, sua 56ª Assembleia Geral, que

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) concluiu, no dia 20 de abril, sua 56ª Assembleia Geral, que aconteceu durante dez dias, em Aparecida (SP). Neste ano, o encontro teve como tema central “Diretrizes para a formação dos presbíteros”, além de outros temas prioritários, como o texto sobre novas comunidades, Estatutos da CNBB, Pensando o Brasil: Estado laico, Ano do Laicato, Sínodo da Pan-Amazônica, Sínodo dos Bispos dedicado à juventude em Roma, com escolha dos bispos delegados brasileiros, e indicações para as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) que serão renovadas em 2019.

Nesta Assembleia ficou evidente a unidade dos bispos e esse foi um aspecto que o presidente da Conferência, Cardeal Dom Sergio da Rocha, enfatizou no início e no fim do encontro. “Necessitamos caminhar unidos para enfrentar os desafios. No mundo marcado por tantas divisões de conflitos, o testemunho de comunhão se torna ainda mais necessário”, disse ele na missa de abertura da Assembleia. Na missa de encerramento, Dom Sergio declarou que “os bispos saem desta Assembleia e desta Eucaristia revigorados na fé, fortalecidos na unidade e dispostos a caminhar com redobrado empenho ao encontro dos pobres que esperam pela Boa-Nova de Jesus Cristo, dos aflitos que necessitam ser consolados, dos cegos que anseiam pela recuperação da vista e das vítimas de violência que buscam a justiça e a paz”.

O bispo de Uruaçu e presidente do Regional Centro-Oeste da CNBB, Dom Messias dos Reis Silveira, em entrevista, também deu destaque à unidade dos bispos nessa Assembleia. “Ao contrário do que muitos imaginavam que seria esta Assembleia, tudo ocorreu com tranquilidade e espírito de unidade. A CNBB tem sofrido muitos ataques nos últimos tempos, mas as perseguições à Igreja sempre existiram, e mesmo assim ela continua animada a prosseguir”, afirmou. Dom Messias também disse que muitos comentários vindos de fora da Igreja são feitos por pessoas que não conhecem a essência da fraternidade e o significado da caminhada pastoral. “Os bispos sucessores dos apóstolos – se organizam em conferências, em todos os países, a pedido do Concílio Vaticano II, e a nossa fraternidade sacramental infelizmente não é entendida por todos, por isso muitos fazem críticas”.

Bispos do Regional Centro-Oeste da CNBB

Ainda sobre a dimensão da unidade dos bispos, Dom Messias disse que é importante que as pessoas vivam o Evangelho, para que possam entender o sentido comunitário da Igreja. “É importante viver o amor de Cristo. Muitos se colocam como juízes, que atiram pedras; às vezes falta aquela experiência bonita, profunda, de Cristo em suas vidas. Isso nos ajuda e motiva a evangelizar, a continuar a falar a partir de Cristo sobre fé, esperança e amor. Saímos daqui felizes e cheios de esperança”, concluiu.

Retiro

A Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate foi o conteúdo de fundo das reflexões acompanhadas pelos bispos durante o retiro, que foi conduzido por Dom José Luiz Azcona, bispo emérito da Prelazia do Marajó (PA). Para o bispo de Duque de Caxias (RJ), Dom Tarcísio

Nascentes dos Santos, os bispos foram “brindados” pelas excelentes pregações de Dom Azcona: “ele ajudou muito a nós, bispos, fazermos uma reflexão muito intensa e nos colocarmos sempre na escuta do que o Espírito Santo deseja que realizemos”.

Dom Evaristo Spengler, atual bispo de Marajó, recordou o exemplo do seu predecessor e também falou da importância do retiro: “Dom Azcona tem um grande reconhecimento não somente dos paroquianos, mas de todo o povo que vive nas cidades que compõem a Prelazia do Marajó, e até mesmo das cidades vizinhas”.

 

Conclusões da 56ª AG

Um dos documentos mais esperados da 56ª Assembleia Geral da CNBB foi a mensagem sobre as eleições deste ano de 2018, divulgada, na tarde do dia 19, pela presidência da Conferência. Nela, os bispos reconhecem que, “ao abdicarem da ética e da busca DO bem comum, muitos agentes públicos e privados tornaram-se protagonistas de um cenário desolador”. A mensagem foi apresentada por Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil. Ele atendeu a imprensa, numa entrevista coletiva. Na companhia dele estavam o Cardeal Dom Sergio da Rocha e o arcebispo de Porto Alegre (RS), Dom Jaime Spengler.

Intitulada “Eleições 2018: compromisso e esperança”, a mensagem da 56ª Assembleia Geral daCNBB ao povo brasileiro tem 11 breves parágrafos. 

No último dia da Assembleia Geral, a CNBB divulgou que as “Diretrizes para a formação dos presbíteros” foram aprovadas e deverão ser enviadas agora para aprovação final da Santa Sé. Após esse processo, o documento da coleção azul será divulgado e publicado para orientar a formação dos novos padres no Brasil. Ainda no último dia, Dom Murilo Krieger leu as mensagens da Conferência ao povo de Deus. O documento registra a comunhão do episcopado brasileiro com o papa Francisco e destaca a necessidade de promover o diálogo respeitoso para estimular a comunhão na fé, em tempo de politização e polarizações nas redes sociais. A mensagem retoma a natureza e a missão da entidade na sociedade brasileira.

 

“Se fazia muito necessária a atualização das diretrizes de formação dos padres” Dom Washington Cruz

Logo após a Assembleia dos Bispos, o arcebispo metropolitano de Goiânia, Dom Washington Cruz, recebeu o Encontro Semanal para falar sobre suas impressões relativas ao evento. Com relação ao tema central, sobre a formação inicial e permanente dos presbíteros, ele afirmou que era necessária a atualização do documento, uma vez que se passaram 20 anos desde que ele não recebia mais acréscimos. “Estamos em novas realidades, diante de novos desafios, e era mais que necessário uma atualização. O meu parecer é de que a atualização ficou muito boa”, afirmou.

Dom Washington Cruz, Dom Levi Bonatto e Dom Moacir Silva Arantes na Assembleia Geral

O documento, segundo o arcebispo, trata da vocação sacerdotal desde o seu desabrochar, da formação no seminário e da formação permanente do Clero. “A formação do sacerdote não termina no seminário ou no dia da ordenação sacerdotal. Esse processo é contínuo e se faz necessário durante toda a vida, pois os desafios se fazem sempre novos”, explicou.

Dom Washington comparou a vida do sacerdote com várias profissões. Fazendo as devidas ressalvas, ele disse que os profissionais que lidam com o povo precisam sempre estar em atualização, uma vez que os novos desafios demandam novas respostas.

Já sobre a unidade do episcopado nesta 56ª AG, ele comentou que, diferente do que se pensava, que esta seria uma Assembleia tensa, pelo contrário, foi um evento que sobressaiu como um dos mais fraternos nos últimos anos. “Foi uma grande alegria ver os bispos unidos. De certa forma, pensávamos que haveria desconforto por todos os acontecimentos dos últimos tempos, mas esta foi uma Assembleia fraterna, muito alegre e os bispos enfrentaram os problemas com muita serenidade e, a meu ver, deram respostas acertadas aos questionamentos que alguns leigos lhes fizeram”.

Além de Dom Washington Cruz, os bispos auxiliares de Goiânia, Dom Levi Bonatto e Dom Moacir Silva Arantes, também participaram da Assembleia Geral da CNBB.

Fúlvio Costa

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