Universidade lança pedra fundamental da Capela Santa Clara e São Francisco no Câmpus II

A PUC Goiás realizou, na manhã desta segunda-feira, 3 de agosto, a solenidade de lançamento da pedra fundamental da futura Capela Santa Clara e São Francisco, que será construída no Câmpus II (Jardim Mariliza).

O momento foi conduzido pela reitora, Olga Izilda Ronchi, e contou com a presença do arcebispo metropolitano de Goiânia, Dom João Justino de Medeiros Silva, que presidiu a benção da pedra fundamental.

Em sua mensagem, a reitora destacou que a construção da capela representa um importante marco para a missão evangelizadora da universidade além de reafirmar sua identidade como instituição católica.

De acordo com a profa. Olga, o novo espaço também integra a preparação da PUC Goiás para sediar, em 2027, o Congresso Eucarístico Nacional, que irá fortalecer a comunhão com a Igreja arquidiocesana, além de oferecer à comunidade acadêmica um ambiente permanente de espiritualidade e celebração da fé.

A reitora ressaltou que a escolha de Santa Clara e São Francisco expressa valores que fazem parte da identidade da PUC Goiás e de seu compromisso com a formação integral. “A centralidade da criação e do cuidado com a Casa Comum, que São Francisco e Santa Clara tão bem experimentaram, está em sintonia com o pensamento do Papa Francisco e nos convida ao compromisso socioambiental de uma universidade no coração do Cerrado brasileiro, com marca profunda em seu projeto pedagógico institucional e no compromisso com a formação integral”, afirmou.

Sobre o projeto arquitetônico

Durante a cerimônia, também foram apresentados os fundamentos arquitetônicos e simbólicos do projeto da futura capela. Concebida para ser um sinal da presença de Deus no coração do Câmpus II, a edificação foi idealizada para expressar, por meio de sua arquitetura, a integração entre fé, conhecimento e contemplação.

O projeto foi desenvolvido a partir da concepção teológica elaborada pelo padre Wallace Guedes de Morais, estudante do curso de Arquitetura e Urbanismo da instituição, e da proposta arquitetônica apresentada pela arquiteta Tainara Azevedo, da Gerência de Manutenção e Serviços da PUC.

Como explicou a reitora, o espaço terá formato octogonal, símbolo cristão da ressurreição, e sete portas amplas, que remetem aos sacramentos, portas de acesso à vida na graça.

A escolha de Santa Clara e São Francisco também dialoga diretamente com a vocação do Câmpus II, onde se concentram os cursos ligados a ciências agrárias, ambientais, biológicas e veterinárias.

“São Francisco permanece como um modelo do cuidado com toda a criação, reconhecendo em cada criatura o reflexo da bondade do criador. Santa Clara, por sua vez, nos recorda que a contemplação de Cristo conduz o homem à verdadeira compreensão da beleza e da harmonia da criação. A materialidade da edificação também participa dessa linguagem simbólica. O revestimento predominante em tijolo aparente evidencia sobriedade, simplicidade e autenticidade, características próprias da espiritualidade franciscana. Em contraste com planos de vidro, estabelecendo uma intensa relação visual entre o espaço celebrativo e a paisagem do câmpus”, descreveu a gestora.

Ao abençoar a pedra fundamental, Dom João Justino ressaltou que a futura capela representa um elemento essencial da identidade católica da universidade. “A presença de uma capela não constitui um elemento acessório da vida universitária. Ela pertence à própria identidade de uma universidade católica. É o lugar onde a comunidade acadêmica aprende que toda inteligência é um dom, toda ciência encontra sua dimensão ética e a busca do bem comum nasce da abertura ao mistério de Deus”, afirmou.

O arcebispo destacou que a capela será um ambiente de oração, celebração da Eucaristia, escuta da Palavra e discernimento, aberto a estudantes, professores, pesquisadores, funcionários administrativos e pessoas da comunidade em geral.

Matéria: Belisa Monteiro/ DICOM

Fotos: Wagmar Alves/ DICOM

 

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