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XI Semana Acadêmica

XI Semana Acadêmica

Reflexões sobre fé e razão à luz de Joseph Ratzinger e Santo Agostinho

Na XI Semana Acadêmica do Instituto de Filosofia e Teologia Santa Cruz (PUC Goiás) foi proposto, neste ano, um aprofundamento sobre fé e razão com base na Teologia de Santo Agostinho e de Joseph Ratzinger (papa Bento XVI). O evento aconteceu nos dias 27 a 31 de maio, no auditório Mãe de Deus, no Centro Pastoral Dom Fernando (CPDF), e reuniu toda a comunidade acadêmica dos dois cursos, além de convidados e o público em geral.

 

O destaque desta edição ficou por conta do Mons. Antonio Catelan, doutor em Teologia Dogmática, professor na PUC Rio e assessor da Comissão para a Doutrina da Fé, da CNBB, bem como do prof. Joel Gracioso, mestre e doutor em Filosofia e especialista em Teologia e coordenador do curso de Filosofia da Faculdade São Bento, de São Paulo (SP).

 

Durante o evento, o Encontro Semanal entrevistou Mons. Catelan, que falou da relação entre fé e razão, e da ligação de Joseph Ratzinger com Santo Agostinho, tema de sua conferência. “O modo de Ratzinger fazer Teologia tem marcas profundas de Santo Agostinho, embora o papa emérito tenha incorporado elementos típicos do Século XX. Essa relação começou ainda na sua juventude, quando ele leu Confissões e ficou impressionado e, depois, quando pesquisou o tema povo de Deus – casa de Deus, na Teologia de Santo Agostinho para sua tese de doutorado”, relatou.

 

Sobre o tema fé e razão, Mons. Catelan disse que é importante para os cristãos buscarem sempre o conhecimento. “Nós, cristãos católicos, precisamos manter, com clareza, a fé e o conhecimento dela. Muitos separam esses dois temas que são inseparáveis. Se a gente separar, mata. Fé vira fundamentalismo e a razão fica perdida, isolada, desorientada. Embora a fé sempre conserve um caráter de mistério, nós podemos crescer continuamente na sua compreensão, nos seus vários artigos e nas exigências de sua existência”, afirmou.

 

O estudioso disse que a fé, em sua essência, envolve a razão, por isso precisa ser compreendida. Ele salientou que um ser humano só pode ser motivado racionalmente, justamente, porque a razão faz parte da motivação humana. “Aquilo que não é motivado racionalmente, é coação feita por outro, coação por algum impulso, mas é coação. Só é livre mesmo um ato que é racional. Então, a fé precisa também da razão e nós temos que compreender o que crer, crescer nessa compreensão, porque a fé participa do mistério de Deus e a gente nunca vai conseguir compreender minuciosamente a nossa fé.”

 

Erick Menezes, integrante da coordenação do evento, acadêmico do segundo ano de Teologia e seminarista da Diocese de Itumbiara (GO), disse que a oposição constante que as pessoas fazem entre fé e razão motivou a escolha da temática deste ano. “É sempre um dilema as reflexões sobre fé e razão. Então, diante disso, nós escolhemos dois autores que trabalham muito bem os temas, para esclarecer e lançar luzes sobre esses dois elementos que são muito próximos e se complementam”, comentou.

 

Além das conferências, houve mesa redonda com professores e acadêmicos, palestras, lançamento do grupo de estudo em Teologia, grupos de trabalho, entre outros.

 

Fúlvio Costa

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