O dia 12 de outubro passado coroou a vinda de Nossa Senhora Aparecida até o seu povo, em nossa Arquidiocese de Goiânia, apesar de a peregrinação da sua imagem ter se encerrado no mês de agosto, após um ano de visitas às paróquias, comunidades, escolas, hospitais, órgãos públicos e privados, presídios e asilos de nossa Igreja particular. Na grande festa dedicada à Padroeira do Brasil, o arcebispo Dom Washington Cruz presidiu missa na Catedral Metropolitana.
Em razão de todos os acontecimentos realizados por ocasião do Jubileu, muitas homenagens, apresentações, visitas foram feitas, e palavras que tornam atual o grande acontecimento do encontro da imagem de Aparecida foram proferidas, como foi o caso da homilia do arcebispo, no dia 12, sobre o mandato do seu Filho, que a torna Mãe de todos os cristãos.
“Todo discípulo de Cristo tem o dever de acolher o dom do Senhor, o dever de levar a Mãe de Jesus – agora Mãe de cada cristão – para sua casa”, enfatizou.
O evangelista João foi o primeiro a fazê-lo (Jo 19,27), porque Maria vela por todos os cristãos – continuando na reflexão do nosso pastor Dom Washington Cruz. Maria não
é apenas mãe dos católicos, mas “até daqueles que não lhe têm amor e veneração, chegando mesmo a difamá-la!”. “Mãe dos discípulos do Senhor Jesus, Mãe da Igreja, Virgem Maria! Foi essa maternidade tão amorosa, fecunda e providente que o povo brasileiro experimentou às margens do rio Paraíba do Sul, quando a imagem enegrecida da Imaculada apareceu nas redes dos pescadores. É essa maternidade que nós experimentamos continuamente em nossa vida”, disse ainda em sua homilia por ocasião dos 300 anos de bênçãos.
Dom Washington fez ainda um questionamento que merece ser amplificado para todos os cristãos em nossa Arquidiocese: “Quem de nós não tem uma história para contar a respeito da presença da Virgem no nosso caminho? Não fomos nós que escolhemos Maria por Mãe. Cristo mesmo no-la deu como aconchego materno. Na cruz, ele olhou para o Discípulo Amado, para cada um de nós, e deu-nos sua Mãe: ‘Filho, eis a tua Mãe!’. Que generosidade a do Senhor: deu-nos tudo, seu corpo, seu sangue, sua vida… deu-nos sua Mãe! Realmente, amou-nos até o fim (cf. Jo 13,1). Jesus olha para todo cristão – católico ou não – e indica: ‘Eis a tua Mãe!”’.
A nossa iniciativa diante da bondade de Deus que nos doa tudo, segundo o arcebispo, deve ser única. “O Evangelho diz qual deve ser a atitude do discípulo ante um dom tão generoso, tão belo, tão grande: “A partir daquele momento, o discípulo a levou para sua casa” (Jo 19,27). Todo discípulo de Cristo tem o dever de acolher o dom do Senhor, o dever de levar a Mãe de Jesus – agora Mãe de cada cristão – para sua casa. Não fazê-lo é desobedecer a um preceito expresso e claro do Senhor, é privar-se de tão grande dom! Por isso, mil vezes tem razão o povo brasileiro em orgulhar-se hoje de ter Maria por Mãe. Tem razão o nosso povo de tê-la proclamado Rainha e Padroeira do Brasil!”, concluiu.
Homenagem dos Correios
Logo após a missa, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, por meio da diretoria regional dos Correios em Goiás, lançou o Selo comemorativo aos 300 anos do encontro da imagem. Homenagem que foi realizada nacionalmente, inclusive em Aparecida (SP). O superintendente da organização no Estado de Goiás, Osmar Caldeira Júnior, destacou, em sua fala, que, para os Correios, “é uma imensa honra fazer parte desta comemoração, momento marcante para a Igreja Católica”. Declarou ainda: “O mundo hoje necessita muito do amor, do respeito, dos valores que só a fé cristã é capaz de nos transmitir”. Coube a ele também orientar autoridades e
personalidades nas obliterações das peças filatélicas. O primeiro foi o arcebispo Dom Washington Cruz; em seguida, monsenhor Daniel Lagni, pároco da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora (Catedral); e o jornalista da Arquidiocese de Goiânia, Fúlvio Costa. A leiga e paroquiana Francisca de Veiga Fleury (Dona Titinha) encerrou a solenidade fazendo a última obliteração.
Por fim, o superintendente dos Correios deixou uma mensagem de esperança. “Espero sinceramente que os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida marquem o nosso reencontro com a fé e com os bons sentimentos capazes de nos levar a viver em uma sociedade justa e em paz”. Ele também enalteceu o valor da filatelia em todo o mundo. “Eternizamos o momento e projetamos essa mensagem às futuras gerações, já que a filatelia tem a característica de sobreviver ao tempo e romper fronteiras. Esperamos que este Selo viaje o Brasil e o mundo evidenciando a religiosidade do nosso povo”, concluiu.
As bênçãos continuam
No dia em que a PUC Goiás completou 58 anos de sua fundação, Dom Washington Cruz presidiu uma celebração da Palavra, no Centro de Convenções da PUC Goiás. Em sua homilia, ele refletiu sobre a passagem do Evangelho de Lucas, no qual Maria canta o Magnificat. Na celebração, que contou com centenas de pessoas no saguão de entrada do Centro de Convenções, o arcebispo fez a entronização da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que percorreu todas as paróquias e comunidades de nossa Arquidiocese. “Eu não sabia onde iria perpetuar o lugar desse tão singelo presente dado pelo Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida à Arquidiocese de Goiânia. Quando falei com o reitor e pedi que acolhesse a imagem na Universidade, a intenção era que Nossa Senhora protegesse todos os alunos, colaboradores e professores desta instituição de ensino e evangelização”, disse Dom Washington. Sobre a imagem, o arcebispo explicou que “ela simboliza a presença materna de Maria nesta universidade. Como diz o documento Ex Corde Ecclesiae, do papa João Paulo II sobre as universidades, ‘toda universidade nasceu do coração da Igreja’”.
O reitor da PUC Goiás, prof. Wolmir Amado, em entrevista ao Jornal Encontro Semanal, manifestou com muita alegria e gratidão a Deus o dia 17 de outubro de 2017, pelos 58 anos da antes Universidade de Goiás, depois Universidade Católica de Goiás e, desde 2009, Pontifícia Universidade Católica de Goiás. “Nós temos hoje a entrega do centésimo milésimo diploma de graduação da PUC Goiás. Isso não é pouca coisa. Foi preciso quase 60 anos para atingir esse diploma de número cem mil, porque formar pessoas é um processo exigente, de grande esforço e, principalmente, requer anos e anos de trabalho e educação”. Há 15 anos como reitor da PUC Goiás, o professor comentou que esse dia foi um dos momentos mais fortes, desde que começou sua gestão. “Com certeza esse é um dos momentos altos de minha caminhada como reitor. Essa entronização da imagem tem a intenção de pedir a proteção da nossa mãe à Universidade”.