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Lançada Campanha da Fraternidade 2018

Lançada Campanha da Fraternidade 2018

Superar a violência exige atitudes concretas de fraternismo

O crescente aumento da vio­lência em nosso país foi fa­tor essencial para a escolha da temática da Campanha da Fraternidade neste ano. São múl­tiplas as formas de violência que têm levado o cidadão de bem a investir em proteção privada, uma vez que sente o descontrole e o fracasso do Estado diante da criminalidade. Esse fator, conforme o texto-base da cam­panha, deixa claro: “Todavia, essa aparente proteção também aumenta, colateralmente, o isolamento. Man­tém-se à distância não só o potencial inimigo, mas também o amigo”.

De norte a sul do país constata-se uma epidemia de homicídios supe­rior a de muitos países no mundo. O Mapa da Violência no Brasil, de seis anos atrás, dá conta de números assustadores.

Com o tema, “Fraternidade e Superação da Violência”, e o lema, “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), a Campanha da Fraternidade deste ano propõe não o combate da violência, mas superação dela. Outra cultura, porém, só é possível quando nos reconhecermos irmãos. Nos vários momentos de lançamento da campanha, seja em âmbito nacional, como no arquidiocesano, a temática foi tratada com destaque para a importância de considerar o outro como irmão, a fim de que seja construída uma cultura de não violência nos vários espaços sociais.

Lançamento Nacional

Na Quarta-feira de Cinzas (14), durante o lançamento nacional da CF-2018, o presidente da Conferên­cia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Dom Sergio da Ro­cha, afirmou que “construir a Fra­ternidade para superar a violência é o objetivo da Campanha da Fra­ternidade”. Ele considerou que em­bora seja importante a ação de cada um de nós, é preciso de ações comu­nitárias e reiterou que “a Igreja não pretende oferecer soluções técnicas para os problemas que aborda, mas o valor da fé e do amor que mostra que o semelhante não é um adver­sário, mas um irmão a ser amado”. O evento contou com a presença da presidente do Supremo Tribunal Fe­deral (STF), ministra Cármen Lúcia.

 

Foto: CNBB

 

Reunião Mensal de Pastoral

O tema central da primeira Reu­nião Mensal de Pastoral do ano, rea­lizada no dia 10 de fevereiro, no Cen­tro Pastoral Dom Fernando (CPDF), foi o enfrentamento da violência na perspectiva da Sagrada Escritura, apresentado pelo vigário da Paróquia São Francisco de Assis, do Setor Les­te Universitário, frei Fernando Inácio Peixoto de Castro. Em sua fala, ele destacou que somos criados irmãos, por Deus. Na Bíblia, disse ele, a vio­lência começa quando Caim mata seu irmão Abel. “Ali vemos a primei­ra falta de fraternismo que tem como consequência a violência”, salientou. De acordo com o frade, ser irmão é ser próximo, é praticar a justiça, a ge­nerosidade, isto é, abrir espaço para o irmão. “Violência é transgredir a aliança; violentar é violar a aliança e esta aliança violada gera injustiça, guerra. Antes, porém, precisamos en­tender que violência é uma emoção humana que nasce da ira. É seu des­controle que causa violência”. Qual­quer um é capaz de tornar-se vio­lento, segundo frei Fernando, desde que não administre suas emoções, e as atitudes para não se tornar violen­to são, entre outras, buscar o irmão e pedir perdão. Aos pais cabe o dever de gerar filhos. “Como os filhos sabe­rão ser irmãos, respeitar o espaço do próximo se seus pais não lhes dão a oportunidade de terem irmãos?”.

Na Arquidiocese

No lançamento arquidiocesano da CF-2018, o nosso arcebispo Dom Washington Cruz comentou o tre­cho do evangelho que narra a trai­ção e prisão de Jesus (Jo 18, 11), em que o apóstolo Pedro, para defender o mestre, corta com uma espada a orelha de um dos servos do sumo sacerdote. “Guarda a tua espada”. “Guarda a tua espada que dissemi­na violência e mentiras pelas redes sociais, a espada do egoísmo contra os pobres, do racismo, da prepo­tência, da xenofobia, do machismo; guarda tua espada que mata pelo tráfico, pelo feto eliminado do úte­ro”, enumerou. Frei Fernando, mais uma vez, fez uma síntese do tema à luz da Sagrada Escritura: “A CF deste ano põe a Igreja na esteira da recuperação do senso de fraternida­de e motiva a nos desarmar para ser­mos irmãos, não transgredindo, mas contendo as emoções”, afirmou

Foto: Rudger Remígio

Quarta-feira de Cinza

Na homilia da missa presidida por Dom Washington, na Catedral Metropolitana, ele destacou que a Igreja não está alheia aos grandes dramas vividos pelos homens e mulheres de nosso tempo. “A pro­blemática vivida pela nossa popula­ção quanto à violência deve receber da Igreja um olhar como o olhar do próprio Deus”. Ele apontou ainda alguns caminhos para a superação da violência na sociedade. “É preci­so que todos nós, Igreja, comunida­des, instituições, governos, olhemos para as atitudes de Jesus que indi­cam como devemos fazer para que a paz e a justiça aconteçam: é preciso fazer-se criança, tornar-se o menor dentre todos; é preciso não desprezar nenhum dos pequenos, aqui enten­didos não apenas como as crianças, mas, também, todos aqueles que ne­cessitam do amparo social; e, por fim, é preciso perdoar sempre”.

Fúlvio Costa

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