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Jornada da Cidadania 2018

Jornada da Cidadania 2018

Serviços gratuitos foram oferecidos por meio de estações de saúde, vida e natureza, empreendedorismo e negócios, jurídica, entre outras

Jornada da Cidadania leva dignidade às pessoas que mais precisam

Mais uma vez, a Jornada da Cidadania, promovida pela Arquidiocese de Goiânia e PUC Goiás, cumpriu aquilo a que se propõe todos os anos: atender a comunidade e, principalmente, as pessoas mais simples, oferecer serviços gratuitos e mostrar à sociedade que é possível, sim, levar dignidade àqueles que mais precisam. Realizada nos dias 24, 25 e 26 de maio último, registrou 800 mil atendimentos.

O primeiro dia de evento foi aberto com a Santa Missa em honra a Nossa Senhora Auxiliadora, Padroeira da Arquidiocese e da cidade de Goiânia. A celebração foi presidida pelo arcebispo Dom Washington Cruz e concelebrada pelo bispo auxiliar Dom Levi Bonatto e diversos padres do clero arquidiocesano e religioso. Na homilia, o arcebispo comentou que Maria, sobretudo a Mãe Auxiliadora, é aquela que dá esperança a todos os cristãos. “Olhando para Maria, podemos dizer com absoluta segurança: o melhor deve ainda chegar. O mais belo deve ainda se manifestar. Não nos esqueçamos dessa verdade consoladora, irmãos e irmãs”.

ete casais realizaram o sonho de oficializar a união em cerimônia religiosa, com efeito civil

Em entrevista, o arcebispo disse que a Jornada da Cidadania é uma iniciativa que merece ser seguida e tomada como exemplo em todas as esferas sociais. “Este evento é um exemplo que nasceu para fazer a diferença na sociedade. A caridade, virtude mais importante da Igreja, é apresentada aqui e colocada em prática, levando amor por meio de obras às pessoas que mais precisam. Em meio a tantas denúncias de corrupção e à falta de ética em nossa sociedade, a Jornada da Cidadania é uma demonstração de que é possível transformar nossa realidade”, afirmou.

Expondo na Praça de Alimentação e na Feira de Artesanato, ou com outras ações, 35 obras, pastorais e projetos sociais participaram da Jornada

O reitor da PUC Goiás, prof. Wolmir Amado, comemora a diversidade do evento em serviços prestados e a busca pela construção da cidadania, que tem sido seu principal objetivo. “Estamos ano a ano conseguindo aplicar os objetivos a que nos propomos, que é integrar as pessoas para estarem mais unidas, oferecendo uma diversidade de serviços, experiências, iniciativas, visibilidade pública e, sobretudo, com a afirmação do grande valor da solidariedade, que constrói cidadania”, pontuou do evento, conforme o reitor, é traduzir a teoria da ética, por exemplo, em prática. “O maior bem que temos na Jornada é ver estudantes, professores, reitor e pró-reitores, juntos, de braços dados e mãos unidas, fazendo algo por alguém. Isso, sobretudo, pode fazer a diferença e educar”.

Serviços gratuitos

Os diversos serviços gratuitos oferecidos pela Jornada da Cidadania também voltaram a superar os números em 2018. Entre os mais frequentados está a Estação Saúde, que contou com a parceria da Prefeitura de Senador Canedo, por meio de atendimentos oftalmológicos, ginecológicos e odontológicos no pátio do Centro de Convenções PUC. Diversos outros parceiros colaboraram para o sucesso do evento, entre eles o Governo do Estado de Goiás e as Prefeituras de Goiânia e Aparecida de Goiânia.

O Parque da Criança, desta vez, trouxe um espaço mais amplo em serviços e infraestrutura, e a Estação Povos do Cerrado, envolveu todo o complexo do Memorial do Cerrado, incluindo a visitação ao museu, vila cenográfica, atividades no Quilombo e Aldeia Timbira, feira de alimentos e artesanatos. Diversos grupos artísticos se apresentaram no local, integrantes da Coordenação de Arte e Cultura da PUC e representantes da Cultura Regional.

Estiveram presentes na Jornada da Cidadania, 35 obras, projetos e pastorais sociais, divulgando as ações que realizam com estandes na Praça de Alimentação e na Feira de Artesanato no Memorial do Cerrado.

Um dos estandes foi coordenado pela irmã Margarida Aparecida Pereira, do Instituto Missionário Mãe de Deus, que marcou presença na Jornada com a venda de pastéis. A renda arrecadada será revertida nos trabalhos sociais dos Padres Redentoristas. “É uma oportunidade que temos de estar presentes no evento e mostrar nosso trabalho”. A religiosa coordena o Centro de Convivência Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Trata-se de um espaço na Vila São José, em Goiânia, que atende pessoas idosas de baixa renda daquela região. Lá, são desenvolvidas atividades físicas, atendimento médico, psicológico, trabalho artesanal, e uma linha de terapia ocupacional cujo objetivo é dar à pessoa idosa um significado em sua vida.

Arquidiocese de Goiânia promoveu Mesa Redonda sobre notícias falsas e jornalismo consciente

Em sintonia com a Mensagem  do papa Francisco para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado no dia 13 de maio, o Vicariato para a Comunicação da Arquidiocese de Goiânia realizou, dentro da programação da Jornada da Cidadania, a Mesa Redonda Fake news e jornalismo consciente. O evento contou com a participação do prof. doutor em Comunicação Audiovisual e Publicidade, César Viana; da diretora de telerradiodifusão da TV Brasil Central, Abadia Lima; e do jornalista e apresentador da TV Anhanguera, Matheus Ribeiro.

Na abertura do evento, o bispo auxiliar e referencial para a comunicação na Arquidiocese de Goiânia, Dom Levi Bonatto, comentou a Mensagem do papa, cujo tema é “A verdade vos tornará livres” (Jo 8,32). Fake news e jornalismo de paz”. Segundo o bispo, a velocidade da comunicação, hoje mediada principalmente pela internet, multiplica a quantidade de notícias num período de tempo muito curto e isso favorece a difusão das fake news. “Acabamos perdendo totalmente o controle sobre as informações”, afirmou. Sobre esse aspecto, ele disse que tem sido uma preocupação recorrente da Igreja há muito tempo. A prova disso é que o papa Paulo VI já havia escrito uma carta, em 1972, com o tema “Os instrumentos de comunicaçãosocial a serviço da verdade”.

Na mesa, jorn. Matheus Ribeiro, prof. César Viana, Dom Levi Bonatto e jorn. Abadia Lima

Dom Levi disse que as notícias focam nos âmbitos político, ideológico, econômico, tendo como objetivo desestruturar organizações ou instituições e pessoas e até mesmo destruí-las. As fake news, conforme explicou o bispo, trazem como consequências prejuízos muitas vezes irreparáveis. “Não é que sejam notícias mal produzidas, pelo contrário, como o próprio papa nos alerta, se mostram notícias hábeis a captar a atenção dos destinatários, apoiando-se sobre estereótipos e preconceitos generalizados no seio de um certo tecido social”, disse, citando a mensagem do papa. Ele ainda comentou que as notícias falsas exploram, sobretudo, as emoções. “O brasileiro é muito emotivo e eu percebo que muitos de nós, levados pela emoção, nem sequer lemos o conteúdo dessas notícias antes de passá-las para frente”.

Exposições

Matheus Ribeiro, jornalista e apresentador da TV Anhanguera, disse que é importante deixar claro o que é fake news. “São notícias inventadas com propósitos específicos e que podemos identificar, pois elas têm algumas peculiaridades: erros de português; na internet estão em páginas mal apresentadas; não há, no site em que estão hospedadas, informações sobre quem escreveu ou a equipe que está por trás; e os sites não têm uma linha editorial clara”.

O prof. César comentou que as notícias falsas, embora estejam “na moda” agora, são muito antigas, mas foram potencializadas pela internet. Ele esclareceu, porém, que as fake news nascem a partir do modo como usamos as ferramentas. Para combater esse mal, conforme o professor, é fundamental formar as pessoas desde cedo, para o uso dos meios de comunicação. Na Alemanha, segundo ele, as crianças começam a exercer a crítica de mídia muito precocemente. “Aqui na PUC Goiás nós também temos promovido a formação dos nossos alunos para o bem. Prova disso são os projetos que promovem a vida e o bem”, afirmou.Os alunos da PUC têm um projeto chamado Mostra Goiás, em que apresentam tudo o que é belo no estado de Goiás. Para isso, eles vão às ruas, conhecem a realidade e contam boas histórias.

Abadia Lima, diretora da TV Brasil Central (TBC), falou sobre sua experiência de coordenação e comentou que o factual é o aspecto mais difícil de conduzir no dia a dia do jornalismo. “Temos que mostrar a realidade com o cuidado de não apresentar a crueldade, de modo que não fira o expectador. O desafio, porém, é como fazer isso sem que o factual se perca, uma vez que, por meio das redes sociais, muitas pessoas publicam o que aconteceu de forma ‘nua e crua’”.

Matheus completou dizendo que o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) divulgou uma pesquisa que mostra que as notícias falsas se espalham com uma velocidade 70% maior do que as notícias verdadeiras. Isso porque essas notícias mexem com os sentimentos.  O prof. Eduardo Rodrigues, pró-reitor de Comunicação da PUC e diretor da PUC TV, participou da segunda parte da mesa e comentou que as fake news fazem parte do caráter humano e para combatê-las é indispensável formar as pessoas para além da técnica. “Quando formamos os profissionais e as pessoas, temos como frutos bons profissionais e um público mais consciente”, declarou.

 

Balanço da Jornada da Cidadania

A Jornada da Cidadania, o maior evento comunitário da Arquidiocese de Goiânia e da PUC Goiás, mais uma vez superou as expectativas. No primeiro dia (24), houve quase 420 mil atendimentos. No ano passado foram 335 mil atendimentos. Nos dias seguintes, foram computados 637 mil atendimentos nas áreas de saúde, jurídica, cultura, lazer, empreendedorismo e negócios, meio ambiente, entre outras. A profa. Márcia de Alencar, pró-reitora de Extensão e Apoio Estudantil, disse em entrevista que o evento mais uma vez contemplou os objetivos a que se propõem as duas organizações na dimensão social. “Nosso compromisso é social. Quando fazemos esse evento, pensamos no futuro e em uma cidade mais bonita, fraterna, solidária e justa. Nossa alegria é ver que as pessoas que vêm aqui se sentem dignificadas, valorizadas, e isso é tudo o que queremos”, disse.

Igreja em Saída

O coordenador da Feira da Solidariedade, padre Max Costa, explicou que o trabalho apresentado pelas Obras e Projetos Sociais, durante a Jornada da Cidadania, é apenas a demonstração de uma Igreja em saída. “Neste evento revelamos aquilo que a Igreja já faz por meio da atuação de suas Obras e Projetos, no cuidado com as crianças, as famílias carentes, os idosos e tantos outros.  O primeiro passo de uma Igreja em saída, portanto, é dado no dia a dia e aqui nós trazemos isso para que seja mais conhecido e mais pessoas sejam beneficiadas”, explicou.

Ele também avaliou positivamente a Jornada 2018. “Mais uma vez foi muito positiva a participação da população no evento e nós, como Igreja, estivemos juntos apresentando nossas ações, como também servindo os participantes na Praça de Alimentação, espaço em que angariamos recursos para a continuidade das ações das Obras e dos Projetos Sociais”, afirmou.

Jornada da Cidadania promove a pessoa humana

Como se constrói a cidadania? Ser cidadão e sentir-se pertencente à comunidade é um direito de todos. Mas, na prática, uma parcela considerável da população brasileira, para não dizer a maioria, não se sente assim. Para explicar o impacto da Jornada da Cidadania na vida das pessoas, sobretudo das mais simples, entrevistamos a profa. de Sociologia da PUC Goiás e coordenadora do Instituto Dom Fernando, Elizabeth Bicalho.

Segundo a professora, construir a cidadania é promover oportunidade, igualdade, conquista de direitos e, a Arquidiocese de Goiânia e a PUC Goiás, ao realizar a Jornada da Cidadania, colocam a serviço da comunidade, interna e externa, esses bens. “Com a Jornada, as organizações envolvidas oportunizam o direito à cidadania, que é o direito de ter voz ativa, de pensar, de falar, de refletir e, ao ofertar atendimentos gratuitos, ela cria oportunidades para que as pessoas que vêm ao evento e se encontram em situação de vulnerabilidade recebam o atendimento que precisam”, disse.

Além de oferecer serviços básicos, a cidadania também chega às pessoas que visitam a Jornada por meio do conhecimento. Profa. Elizabeth disse que o evento contribui com o saber e o conhecimento, uma vez que se preocupa com os saberes populares e o conhecimento acadêmico e científico. “Neste momento, a universidade dá uma resposta à comunidade sobre todo o conhecimento que ela produz. A cultura e a arte, presentes na Jornada, também refletem com a população como essa cultura constrói a vida. A partir disso, a PUC e a Arquidiocese têm a oportunidade de discutir a Campanha da Fraternidade, que neste ano trata da superação da violência e a construção de uma cultura de paz”, explicou a estudiosa.

Com a Jornada, as organizações envolvidas oportunizam o direito à cidadania, que é o direito de ter voz ativa, de pensar, de falar, de refletir

Superar a Violência

Ainda que o foco da Jornada da Cidadania não seja a Campanha da Fraternidade, profa. Elizabeth declarou que o evento, por meio do acolhimento, do diálogo e do atendimento da população, automaticamente está promovendo a superação da violência porque mostra à sociedade que o bem tem vez e precisa ocupar seu espaço. “A Jornada leva uma mensagem muito bonita às pessoas: de que muita gente precisa ser assistida e observada e de que o fim da violência se faz a partir de um discurso prático contra o ódio e contra as desigualdades”. Para ela, a Jornada também alerta, ensina e forma a sociedade para a defesa dos direitos humanos.

Fúlvio Costa

 

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