Em nossa Arquidiocese, a Pastoral dos Migrantes tem prestado auxílio, na Rodoviária Central de Goiânia, a todos aqueles que chegam diariamente e não têm condições para se instalar, sobreviver ou conseguir um emprego. A pastoral luta por uma cidadania plena, universal, na qual os migrantes sejam tratados com igualdade na diferença.
Este ano, a Semana do Migrante ocorre entre os dias 18 e 25 de junho, com o tema “Uma oportunidade para imaginar outros mundos”, e o lema “Migração, Biomas e Bem Viver”, em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2017. Por ocasião dessa Semana, a Pastoral dos Migrantes organizou uma programação especial, conforme explica a irmã Glória Dal Pozzo, coordenadora da pastoral em Goiânia, em entrevista ao Jornal Encontro Semanal.

Entrevista com a Ir. Glória Dal Pozzo
JES – Qual programação a Pastoral está organizando para a Semana do Migrante?
No dia 11 de junho, na Catedral Metropolitana, às 11h30, haverá uma Missa celebrada por Dom Washington Cruz, nas intenções dos migrantes. No dia 21, às 15h, na Rodoviária Central de Goiânia, haverá uma Missa presidida pelo bispo auxiliar Dom Moacir, em frente à sala de atendimento da Pastoral dos Migrantes. A Pastoral dos Migrantes convida todos a participarem dessas celebrações.
JES – Quais os campos de ação da Pastoral?
A Pastoral do Migrante atua na Rodoviária Central de Goiânia, com atendimentos diários, e conta com uma equipe de voluntários, religiosas e leigos scalabrinianos. Atuamos na assistência e orientação para conseguirem documentação e para que possam aprender o idioma Português. Na região de Aparecida de Goiânia, especificamente no Bairro Expansul, na Vila Galvão e na Paróquia Nossa Senhora da Guia, na Vila Brasília, assistimos a imigrantes haitianos. No Bairro Guanabara I e no Setor Universitário, prestamos assistência a um grupo de africanos.
JES – Atualmente, a Pastoral assiste a quantos migrantes na Arquidiocese de Goiânia?
Acompanhamos, orientamos e prestamos assistência humanitária a cerca de 500 migrantes. Nossa pastoral, no serviço realizado na sala de atendimento na Rodoviária de Goiânia, atende mensalmente cerca de 50 migrantes, que solicitam ajuda para encontrar um emprego, retornar à terra natal ou conseguir alimentos e roupas.