>
>
Papa aos médicos católicos

Papa aos médicos católicos

Solidariedade e Testemunho Cristão

O médico católico é primeiramente uma testemunha de fé vivida, capaz de colaborar com as realidades eclesiais e com quem trabalha ao lado das pessoas que sofrem.

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta segunda-feira (28/05), na Sala dos Papas, no Vaticano, uma delegação da Federação Internacional de Associações Médicas Católicas (FIAMC) em vista do 25° congresso do organismo que terá início em Zagreb, Croácia, no próximo dia 30 até 2 de junho, sobre o tema “Santidade da vida e profissão médica desde a Humanae Vitae à Laudato si”.

Depois de agradecer ao presidente do organismo, Dr. John Lee, pelas palavras proferidas, o Papa disse que os médicos católicos devem ter “uma permanente formação espiritual, moral e bioética, a fim de implementar os princípios do Evangelho na prática médica, desde a relação médico-paciente até a atividade missionária a fim de melhorar as condições de saúde das populações nas periferias do mundo”.

Trabalho enriquecido com o espírito de fé

“O seu trabalho é uma forma peculiar de solidariedade humana e testemunho cristão. O seu trabalho é enriquecido com o espírito de fé. É importante que as suas associações conscientizem os estudantes de medicina e os médicos jovens a esses princípios, envolvendo-os nas atividades associativas.”

“A identidade católica não impede a sua colaboração com aqueles que, numa perspectiva religiosa diferente ou sem um credo específico, reconhecem a dignidade e a excelência da pessoa humana como critério de sua atividade”, disse o Papa.

“Ser médicos católicos é sentir-se agentes de saúde que, da fé e da comunhão com a Igreja, recebem o impulso para  amadurecer cada vez mais sua formação cristã e profissional, tornar incansável sua dedicação, e inexaurível a necessidade de penetrar e conhecer as leis da natureza para melhor servir a vida.”

Testemunhas coerentes e corajosas

Testemunhas coerentes e corajosas: assim o Papa definiu as Associações Médicas Católicas que colaboram com a Igreja “na promoção e defesa da vida humana desde a concepção até seu fim natural”, no respeito dos vulneráveis, na humanização da medicina e sua socialização plena.

O Pontífice convidou, não obstante as fadigas e dificuldades, a continuar combatendo o crescimento na medicina “do paradigma tecnocrático cultural”, da adoração do poder humano ilimitado e do relativismo prático, “em que tudo se torna irrelevante se não serve aos próprios interesses”.

Convidou também a intervir em questões como “a interrupção da gravidez, fim da vida e medicina genética”, no pleno respeito do enfermo como pessoa com a sua dignidade.

Colaborar com as realidades eclesiais

No coração do Papa está também outro aspecto particular: a liberdade de consciência dos médicos e agentes de saúde.

“Não é aceitável que o seu papel seja reduzido ao de um simples executor do desejo do enfermo ou das exigências do sistema de saúde em que trabalha.”

O médico católico é primeiramente uma testemunha de fé vivida, capaz de colaborar com as realidades eclesiais e com quem trabalha ao lado das pessoas que sofrem.

“Sejam ministros que saibam transmitir aos que se aproximam a riqueza da humanidade e a compaixão do Evangelho”, concluiu o Papa.

Vatican News​

Compartilhe

Outras Notícias

Arquidiocese

Notícias da Arquidiocese

Notícias das Paróquias

Notícias, Notícias da Arquidiocese, Notícias das Paróquias

Notícias relacionadas

Notícias da Arquidiocese

19 de setembro de 2025

Notícias

15 de setembro de 2025

Continue navegando

Espiritualidade:

Sua experiência diária com a Palavra de Deus

Explore conteúdos que fortalecem sua caminhada e enriquecem
sua jornada de fé.

Receba as novidades da nossa Arquidiocese

Inscreva-se em nossa newsletter e fique por dentro dos avisos, eventos e mensagens especiais da Diocese.

Ir para o conteúdo