A segunda Reunião Mensal de Pastoral deste ano aconteceu no último dia 10, no Centro Pastoral Dom Fernando (CPDF). Os Sacramentos da Cura foram tema do encontro, que teve como assessores o padre Dilmo Franco, reitor do Seminário Interdiocesano São João Maria Vianney, e o padre Antônio Donizeth do Nascimento, coordenador arquidiocesano de Liturgia e Arte Sacra.
Padre Dilmo falou sobre a Teologia dos Sacramentos, baseando-se no Catecismo da Igreja Católica, que define o que são e a quem são destinados: “Os sacramentos são sinais sensíveis (palavras e ações), acessíveis à nossa humanidade atual. Realizam eficazmente a graça que significam em virtude da ação de Cristo e pelo poder do Espírito Santo” (CIC, n. 1084). O sacerdote também explicou os fundamentos dos dois Sacramentos da Cura, que são os da Reconciliação e da Unção dos Enfermos.
A graça especial da Unção dos Enfermos tem como efeitos, conforme ressaltou o assessor, “a união do doente com a paixão de Cristo; o reconforto, a paz e a coragem para suportar, de maneira cristã, os sofrimentos da doença e da velhice; o perdão dos pecados, se o doente não puder obtê-lo pelo Sacramento da Reconciliação; o restabelecimento da saúde, se isso convier à salvação espiritual; a preparação para a passagem à vida eterna”.
Documento Pós-Sinodal
Na segunda parte da reunião, o padre Antônio Donizeth conduziu pedagogicamente, com os mais de 300 participantes, a leitura dos conteúdos sobre os sacramentos da cura no Documento Pós-Sinodal da Arquidiocese de Goiânia – Parte III.
O Sacramento da Penitência e da Reconciliação é conhecido como Sacramento da Confissão, porque “a declaração, a confissão dos pecados diante dos sacerdotes, é um elemento essencial deste sacramento. Ele é também uma confissão, um reconhecimento e louvor da santidade de Deus e da sua misericórdia para com o homem pecador”, enfatizou o padre. “Ainda é chamado sacramento do perdão, porque, ‘pela absolvição sacramental do sacerdote, Deus concede ao penitente o perdão e a paz’”, explicou o sacerdote, amparado pela fonte do Catecismo da Igreja Católica (n. 1424).
Sobre esse tema, Dom Washington Cruz fez um adendo, ressaltando que o confessor deve dar solenidade ao momento vivido pela pessoa, de aproximação do perdão de Deus. “A confissão é uma celebração e exige veste própria e local próprio, seja no confessionário tradicional, na igreja, ou outro local apropriado na paróquia.O arcebispo alertou, porém, que são admitidos casos em que essas condições não estejam presentes para que o sacramento seja administrado, quando é preciso priorizar “a alegria do penitente em ser acolhido pela Igreja, na sua necessidade de confessar-se”, como durante o atendimento de doentes em hospitais.
O padre Antônio Donizeth finalizou abordando as condições para o sacramento da Unção dos Enfermos, afirmando que, por meio dele, Deus nos salva, levanta e perdoa. O Documento Pós-Sinodal sobre a Liturgia explica (pág. 81) que este sacramento deve ser administrado aos doentes que ao menos implicitamente o pediram quando estavam no uso de suas faculdades. No entanto, a orientação é clara: “Na dúvida, se o doente já atingiu o uso da razão, se está perigosamente doente, ou já está morto, administre-se este sacramento” (cf. cân. 1005). O sinal sacramental consiste em unção do doente com o óleo consagrado na fronte e nas mãos, acompanhada pela oração prevista no ritual.
A próxima Reunião Mensal de Pastoral acontecerá no dia 14 de abril, das 8h30 às 12h30, no Centro Pastoral Dom Fernando (CPDF). Participe!
Marcos Paulo e Eliane Borges