Neste ano, a Romaria Arquidiocesana a Trindade foi aberta às 6h, com bênção do bispo auxiliar Dom Levi Bonatto, que percorreu os 21 Km entre o trevo de Goiânia e o Santuário Basílica do Divino Pai Eterno com os fiéis participantes. Realizada às 15h até o ano passado, a Romaria Arquidiocesana será aberta sempre às 6h, a partir de agora, para que seja um dia de peregrinação das paróquias e movimentos de toda a Igreja particular de Goiânia, compondo a programação da grande Romaria e Festa do Divino Pai Eterno, que acontece há 178 anos.
Em três momentos da caminhada, Dom Levi conversou com a equipe do Jornal Encontro Semanal, falando sobre o sentido da Romaria do Divino Pai Eterno. A entrevista completa será divulgada na edição do jornal que circula no próximo domingo nas paróquias, na qual ele enfatiza:
“O sentimento do romeiro deve ser de esperança. Quem faz uma romaria sempre espera alguma coisa e esse sentimento o romeiro deve ter sempre no seu coração, o desejo de coisas boas para sua família, para sua vida e também para a Igreja. Todos temos uma história de relação com Deus. Todas as pessoas que estão aqui têm histórias para contar para Deus, para pedir. Mas também nos sentimos muitas vezes necessitados a dar alguma coisa a Ele. Então nós damos a Ele esse sacrifício, esse esforço para chegar até a sua casa".
Arcebispo e bispos celebram novenas
Na noite do dia 23 de junho, na abertura da Festa do Divino Pai Eterno, o bispo auxiliar, Dom Moacir Silva Arantes, presidiu a novena. O Santuário Basílica estava lotado de romeiros vindos das mais diversas partes do Brasil. A reflexão foi toda voltada para a vida humana e para o amor de Deus reservado para cada um de nós. “Nenhuma fecundação é por acaso. Se viemos ao mundo é porque Deus quis e, quando Ele cria cada pessoa, já é sabendo para que ela veio”, afirmou. Dom Moacir enfatizou ainda que uma pessoa está com o coração corrompido quando acha que outra não deve viver, pois “quem defende a cultura da morte não pode chamar Deus de Pai”.
Dom Levi Bonatto presidiu a novena do domingo (24) e refletiu sobre a Trindade como mistério central da nossa fé. “A Trindade é a primeira e a principal das nossas devoções. Não só rezamos a Deus Uno e Trino, mas devemos conviver com cada uma das Pessoas Divinas. Muito mais, pela graça, somos participantes da natureza divina e chamados a ser portadores de Deus”. Ele também ressaltou que “uma Igreja em saída é uma Igreja onde nós vivemos como filhos do Pai Eterno”.
O arcebispo metropolitano de Goiânia, Dom Washington Cruz, presidiu a novena solene do quinto dia (26) da festa do Divino Pai Eterno, no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade. Em sua homilia, o arcebispo disse que, quando traçamos sobre nós o sinal da cruz, ao amanhecer de cada dia, pedimos a proteção da Santíssima Trindade sobre a nossa vida. A romaria de Trindade é um grande e importante caminho de formação para o discipulado missionário. Segundo o arcebispo, “uma autêntica proposta de encontro com Jesus Cristo deve estabelecer-se sobre o sólido fundamento da Trindade-Amor”. Dom Washington falou também sobre o chamado de Jesus, que é sempre para uma missão. “O encontro com Jesus é sempre um encontro vocacional e nos propicia uma relação com Ele, nos fortalece na convivência e nos envia para convidar outros a fazerem essa mesma experiência de amor”, concluiu o arcebispo.
(Resumo de matérias de Fúlvio Costa e Marcos Paulo. Edição de Eliane Borges)