A Arquidiocese de Goiânia conta, atualmente, com quatro santuários. O primeiro foi o Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade, inaugurado em 1912, quando havia apenas a Diocese de Goiás, no estado. O segundo, é a conhecida Matriz de Campinas, que foi declarada oficialmente Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no ano 2000, pelo então arcebispo Dom Antonio Ribeiro de Oliveira.
O terceiro, Santuário Arquidiocesano Sagrada Família, foi criado por Dom Washington Cruz, no dia 30 de dezembro de 2016. No Brasil, só há mais um Santuário dedicado à Sagrada Família. Ele fica na Diocese de Campo Limpo (SP). O mais famoso no mundo fica em Barcelona, na Espanha. A construção é de 1882. O último a ser elevado a esta dignidade é o Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida de Goiânia. A cerimônia de elevação foi presidida por Dom Washington, no dia 11 de maio de 2018.
Esses lugares são fundamentais e, quiçá, até indispensáveis para a vivência da fé. Conforme o Código de Direito Canônico, santuário “[é] a igreja ou outro lugar sagrado, aonde os fiéis em grande número, por algum motivo especial de piedade, fazem peregrinações com a aprovação do Ordinário local” (Cân. 1230). A peregrinação, o deixar as atividades cotidianas de nossas vidas e colocar-nos a caminho dos santuários, é sua característica mais própria. Ao ire em peregrinação aos santuários, os fiéis buscam meios de salvação mais abundantes, pois esses lugares sagrados anunciam com diligência a palavra de Deus, incentivando adequadamente a vida litúrgica, principalmente com a Eucaristia e a celebração da penitência, e cultivando as formas aprovadas de piedade popular (cf. Cân. 1234).
Santuário Basílica do Divino Pai Eterno
Já se passaram 176 anos do achado do medalhão de barro, cozido pelo casal de lavradores Constantino Xavier e Ana Rosa, até hoje. A devoção nasce no seio familiar, reúne vizinhos, espalha-se pela comunidade do antigo Barro Preto, hoje Trindade. Foi construída uma, duas, três capelas, até o ano de 1878. Em 1911, os Missionários Redentoristas começaram a animar a devoção. A ação do Pai Eterno se fazia sentir na vida dos romeiros vindos de diversos lugares do Brasil. Muitas pessoas visitavam o Santuário para buscar alívio para seus males, fazer preces ou pagar promessas. O referido santuário, conforme o livro “Santuário Basílica do Divino Pai Eterno: história, fé, devoção”, do padre Antônio Gomes, CSsR, de 2008, é conhecido, hoje, por Santuário velho ou Matriz de Trindade, inaugurado em 1912. A devoção, no entanto, não para de crescer. Em 1943 – cerca de cem anos depois que Constantino e sua esposa encontraram o medalhão –, o bispo de Goiás Dom Emanuel Gomes de Oliveira abençoou a pedra fundamental do atual Santuário, conhecido no Brasil e no mundo como Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, inaugurado, em 1974, com a Novena e a Festa do Divino Pai Eterno.

Medalhão original de barro cozido
Achado pelo casal Constantino Xavier e Ana Rosa, por volta de 1843, quando cultivavam lavoura. A peça, que mede 10 cm de diâmetro, está sob a guarda dos Missionários Redentoristas, no Santuário Basílica.
Imagem original
Confeccionada pelo artista pirenopolino Veiga Valle, por volta de 1845. Comprovam a originalidade da obra o rosto de Nossa Senhora, em que o artista retrata o de sua esposa, o V (de Veiga), formado pelos dedos polegar e indicador da mão esquerda do Filho, e o suporte na base da imagem feita para ele encaixar a obra enquanto a produzia. É apresentada aos romeiros somente na festa, uma vez ao ano.
Evangelização
Além das missas diárias no Santuário Basílica, em Trindade, de segunda a sexta-feira: 7h e 19h30, aos sábados: 7h, 10h, 15h e 17h30 e aos domingos às 5h45, 8h, 10h, 12h, 15h e 17h30, a Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) tem a missão de levar o amor do Pai ao maior número possível de pessoas, com um trabalho de evangelização por meio da TV, pelas ondas de rádio e pela internet. Hoje, devotos, que por algum motivo não podem ir a Trindade, têm a possibilidade de acompanhar as missas, novenas, terços e programas. Há ainda um trabalho de oração diário em que as Irmãs Carmelitas, que vivem no Carmelo, em Trindade, rezam pelos devotos do Divino Pai Eterno. Já, na Afipe, as Irmãs da Copiosa Redenção também têm papel fundamental no recebimento das intenções. Todos os dias, devotos de todo o mundo são lembrados pelas orações.
Obras Sociais
As Obras Sociais são exemplos do trabalho social e da missão evangelizadora da Afipe. Todos os dias, milhares de pessoas de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social são beneficiadas por projetos desenvolvidos graças às doações recebidas de devotos. São ações promovidas: o atendimento às famílias carentes, desenvolvimento humano, construção e reforma de centros sociais, assistências odontológica e psicológica, oficinas educativas, combate e prevenção ao uso de drogas, auxílio aos estudos de jovens de baixa renda, acolhida a idosos e cursos profissionalizantes. Em todas, o amor do Pai Eterno se faz presente por meio da solidariedade dos devotos, voluntários, colaboradores e Missionários Redentoristas. Sempre com o olhar voltado àqueles mais fragilizados, as Obras Sociais exercem diariamente o trabalho de cultivo da fé, da espiritualidade, dos direitos e responsabilidades sociais, associado ao acesso à educação, saúde, cultura, esporte, lazer e alimentação. Reitor O missionário redentorista, padre Robson de Oliveira, foi empossado reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, no dia 12 de janeiro passado. O templo estava lotado de peregrinos, vindos das mais diversas regiões do país. Dom Washington, em sua homilia, motivou o reitor empossado a “manter viva a chama da criatividade para responder aos desafi os pastorais do nosso tempo”. O arcebispo disse ainda ao padre que é importante evangelizar pelos meios de comunicação e ter consciência para edificar a Igreja de Cristo diante dos desafios e pediu prioridade no trabalho de formação de lideranças e potencialização de talentos e recursos.
Santuário Basílica Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Matriz de Campinas)
O missionário redentorista padre Marco Aurélio Martins da Silva, reitor do Santuário Basílica Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Matriz de Campinas), empossado no dia 6 de janeiro, destacou a característica mariana daquele ambiente de fé. “É um lugar de encontro do povo de Deus em vista do Reino, e Maria é sua característica especial, sob dois títulos, Nossa Senhora da Conceição, título mais antigo da paróquia, e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que dá o nome ao Santuário, pois aponta o nosso socorro que é Cristo. Maria vem nos mostrar o perpétuo socorro que é Jesus.”
Embora seja um santuário mariano, padre Marco Aurélio disse que o Santuário é extremamente cristológico, cristocêntrico. “Cristo é o centro desse santuário em vista do que celebramos, da missão ofertada pelo próprio Deus, pelo Pai que nos dá Jesus e ele nos oferece a possibilidade de celebrar a verdadeira fraternidade. Então, o santuário tem essa característica específica, do momento de encontro, fraternidade, vivência profunda e responsável da fé”, disse.
Com uma história que remonta ao século XIX, quando houve as primeiras ocupações das terras da primeira vila denominada de Campininha, a igreja dedicada a Nossa Senhora da Conceição foi elevada à dignidade de freguesia pela lei provincial de 8 de julho de 1843. A partir de 1894 até os dias atuais, centenas de missionários redentoristas trabalharam naquela igreja. O primeiro título em reconhecimento aos serviços espirituais prestados pela Matriz de Campinas, a primeira igreja da região, se deu no dia 30 de outubro de 2000, quando o então arcebispo Dom Antonio Ribeiro de Oliveira concedeu ao templo o título de Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Foi elevado à dignidade de Sacrossanta Basílica Menor de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no dia 22 de maio de 2016, por Dom Washington Cruz. É o mais alto título honorífico concedido diretamente pelo papa a igrejas de reconhecido prestígio histórico e devocional.

Novenas
As novenas das terças-feiras existem no Santuário do Perpétuo Socorro desde a década de 1950. Atualmente, há 16 horários de novenas, que começam às 6h e seguem até 21h. De hora em hora, um missionário redentorista faz a celebração da novena, com a pregação – uma homilia que possa realmente alcançar o coração das pessoas. Durante todo o dia, no período das novenas, a igreja oferece o atendimento de confissões, com vários padres recebendo e acolhendo os fiéis com misericórdia pastoral e evangélica, em vista do bem comum e do Reino.
Obras Sociais
Segundo o reitor padre Marco Aurélio, o Centro de Ação Social de Campinas (CASC) é a maior obra social presente no Santuário Basílica. “Nós temos mais de 400 famílias cadastradas que recebem, mensalmente, cesta básica. Mas não oferecemos apenas a cesta, e sim um trabalho que acolhe suas demandas sociais, de higiene pessoal; é um trabalho de profissionalização. Dentro do CASC, nós temos uma parceria muito boa com o SENAI, oferecendo curso de informática, de corte e costura. Temos também atendimento médico, jurídico, psicológico, além de atividades como terapia ocupacional, projetos de dança, que beneficiam a família de modo geral. Além disso, temos a Casa do Idoso.” A Matriz de Campinas, junto com nossa congregação redentorista, tem ainda o Centro de Convivência da Terceira Idade, um trabalho que atende 200 idosos diariamente, com exercício físico, hidroginástica, dança, crochê, bordado e outros.
Vida diária
As missas são celebradas nas segundas, quartas, quintas e sextas- -feiras, às 12h e 19h. Na terça-feira, acontecem as 16 novenas de hora em hora, das 6h às 21h. No sábado, há missa às 17h também e no domingo nos seguintes horários: às 7h, 8h30, 10h, 16h, 18h e 19h30. Os batizados acontecem aos domingos, às 11h30.
Padre Marco Aurélio disse que assume a missão confiada pela sua congregação e pela Arquidiocese de Goiânia, com o desejo de “fazer um trabalho de evangelização: Praedicae Verbum, anunciar a palavra fazendo com que ela alcance o coração das pessoas, possibilitando que a palavra seja viva nos corações. O meu entusiasmo se une com o entusiasmo de dez missionários redentoristas – oito padres e dois irmãos consagrados, que integram nossa comunidade, unidos e sintonizados, para realizar essa missão na Arquidiocese. Há o desejo renovado de que aconteça e tenha qualidade pastoral com discernimento de acolhida, discernimento de que possa fazer com que as pessoas se sintam abraçadas pelo próprio amor do Pai que, por meio da intercessão de Maria, dá o colo, e oferta a Palavra do Evangelho, dizendo: fazei tudo o que ele vos disser”.
Santuário Sagrada Família
A prioridade de evangelização no Santuário Sagrada Família é a sua vocação por excelência, segundo afirmou o seu reitor, padre Rodrigo de Castro. “O Santuário é um espaço dentro da diocese, onde os fiéis têm acesso à vida pastoral da Igreja. O santuário é um lugar privilegiado de encontro da fé, da profissão de fé das pessoas e um lugar por excelência, sempre pronto a prestar a assistência que as pessoas precisam”. Enquanto a paróquia cuida do ritmo ordinário da vida pastoral, conforme explicou padre Rodrigo, o santuário cuida de forma extraordinária. Por isso, ele é um espaço de busca como se faz em uma romaria. “O santuário exige sair de si e ir até lá. Ao contrário da paróquia que é vizinha, está no quintal, na vida da família, o santuário, é um lugar de ascese, de uma necessidade espiritual da vida das pessoas. Aqui, nós temos um duplo sentido: ele é santuário da família e também de adoração perpétua da Eucaristia. Nós somos a única igreja em Goiânia que não fecha. Está 24h de portas abertas por causa da adoração perpétua. Somos um Santuário Eucarístico por excelência. As famílias vivem essa graça de serem alcançadas por uma igreja aberta, um padre no confessionário, por acesso aos sacramentos. O santuário é um espaço de acesso”, explicou.

Missas
O Santuário Sagrada Família oferece cinco missas todos os dias (6h30, 12h, 15h, 19h30, 22h) e oito missas aos domingos (6h30, 8h, 10h15, 12h, 15h, 17h, 19h30, 22h). Destaque para o horário das 22h, que tem crescido em número de participação.
Obras Sociais
Pastoral de Rua, Pastorais Sociais, cesta básica, bazar social, a clínica que conta com mais de 25 especialidades e mais de 300 pessoas atendidas todos os dias, por meio de tratamento médico, odontológico e psicológico. O Santuário Sagrada Família é a primeira experiência de igreja com o projeto Mediar é Divino, atuando com a mediação e a conciliação. O Ecoponto também é uma experiência pioneira em igreja. Trata-se de um projeto em parceria com a Enel, em que as pessoas trocam resíduos descartáveis por energia elétrica. O projeto, de acordo com padre Rodrigo, responde à Carta Encíclica Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum, do papa Francisco. Integram ainda as obras sociais do Santuário Sagrada Família, a escola de música, a escola de idiomas, o reforço escolar. Ainda há a livraria que fica aberta todos os dias até 22h. A Pastoral do Empreendedor também tem feito um importante trabalho junto às famílias que sofrem com problemas financeiros. “Estamos saindo quatro dias da semana para a rua, respondendo ao desejo de uma Igreja em saída. No caso da Pastoral de Rua, em cada saída são oferecidas mais de 400 refeições, ou seja,1,6 mil refeições todas as semanas. A carretinha, para oferecer banho solidário às pessoas em situação de rua, está quase concluída. “É um projeto que oferece banho quente e foi iniciado pelo Movimento Nacional da Pastoral de Rua,”, afirmou o reitor.
Paróquia e Santuário Nossa Senhora Aparecida
A elevação deste quarto Santuário na Arquidiocese de Goiânia, que aconteceu no dia 11 de maio de 2018, tem um significado muito peculiar. Primeiro, pela característica mariana e pela história significativa desta igrejinha para o povo de Aparecida de Goiânia. Essa comunidade nasceu como ponto de apoio para os romeiros e padres que vinham de Aparecida (SP). Os missionários redentoristas tinham a cidade como ponto de apoio para poderem chegar à Campininha das Flores, hoje, Setor Campinas, e de lá chegar até a cidade de Trindade. Então, esse era o primeiro ponto dentro da Arquidiocese de Goiânia, que foi Arquidiocese de Goiás por muito tempo. Esse tripé que nós temos: Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida de Goiânia; Divino Pai Eterno, em Trindade; e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campinas, que é o ícone entregue nas mãos dos Redentoristas pelo papa, para que eles pudessem fazê-la conhecida no mundo inteiro, porém os missionários estavam vindo de Aparecida (SP), da Casa da Mãe.
Frei Ednilson Vaz,OFM, reitor da Paróquia e Santuário de Nossa Senhora Aparecida, desde 15 de julho de 2018, comentou que tem construído, junto com o povo, o sentido daquele santuário. “Aqui, temos feito um lugar para os peregrinos que vão para Aparecida (SP). Antes de partir em romaria, eles participam da missa e seguem em frente. Nós estamos criando programações para modificar o ritmo anterior, com Adoração ao Santíssimo nas quintas-feiras, com confissões e bênção do Santíssimo toda quinta- -feira. Nós temos o terço rezado toda quinta-feira à noite pelas famílias, devoção a Nossa Senhora Aparecida toda terça-feira. Estamos recuperando a devoção aos co-padroeiros que estão no altar, isto é, Santa Luzia, São Sebastião, São José, Sagrado Coração de Jesus. Já fizemos o tríduo de Santa Luzia com boa participação e festa em seu dia; celebramos o tríduo e a festa de São Sebastião. Então, nós temos uma programação intensa durante o ano, levando em conta que somos um santuário”.
O Santuário caminha no sentido de recuperar todas as festas que são ou já foram de devoção naquela igreja, desde os primeiros anos do século passado. Em 2022, a igreja celebrará 100 anos. Outro aspecto a ser mencionado é que o Santuário Nossa Senhora Aparecida tem um caráter histórico, cultural e religioso muito forte, porque a cidade começou em torno dele e foi um dos motivos para que essa igreja recebesse o título. Ele ganha uma importância ainda maior para que seja valorizado esse patrimônio e levado adiante a herança que recebeu.
Vida diária
O Santuário conta com atendimento das terças-feiras aos sábados, com confissões nas terças-feiras e quintas-feiras o dia inteiro, sexta- -feira pela manhã, e no sábado com agendamento. Pelo menos dez pastorais, grupos e movimentos estão trabalhando permanentemente, e a vida do Santuário, segundo seu reitor, está cada dia mais movimentada. “Na medida em que estamos nos preparando para realizar uma assembleia logo mais no fim do ano, para levar mais adiante todas essas questões, a característica de santuário, de paróquia, de comunidade, que são muito importantes, devem ser refletidas para criar uma identidade mais definida. Esperamos que nosso santuário seja conhecido futuramente por aquilo que ele pode oferecer. No momento, não oferecemos muita coisa, mas já demos passos. É questão de tempo para imprimirmos uma identidade própria”, declarou o frade.

Obras sociais
Frei Ednilson pontua que são obras sociais não somente as iniciativas materiais. “Quando você tem ministros visitando doentes, chegando às pessoas carentes, pessoas idosas, entendemos que além de ser um trabalho pastoral, também é social, porque não vemos médicos e enfermeiros visitando doentes nas casas. Portanto, acredito que isso também é social. Nós criamos recentemente um grupo chamado Pastoral da Solidariedade, ele está se aprimorando e nossa intenção é dar assistência material e alimentícia às famílias mais carentes. Já foi feita uma primeira remessa de doações em janeiro e a intenção é continuar esse trabalho.”
Peregrinações
Pensar na recepção e acolhida do peregrino é uma lacuna que precisa ser preenchida. “Tem muita gente de fora vindo fazer suas orações e pagar promessas aqui. O nosso desafio é: como trabalhar com esse peregrino que chega? Que estrutura a gente pode oferecer para o romeiro, o peregrino que passa aqui? Ele não é aquele romeiro como o de Trindade, de Aparecida (SP), porque a nossa estrutura ainda está se formando. Ainda não temos uma sala dos milagres, como Trindade, algo a se pensar para um futuro próximo. Temos situações de peregrinos que querem um lugar para dormir, mas não tem. Tem muita coisa para ser construída. Gente que pede auxílio, que quer deixar uma lembrança de um milagre que recebeu. Mas nós estamos pensando e preocupados em melhorar tudo isso”, afirmou frei Ednilson.
Dom Washington Cruz
“Os santuários são, na Igreja, lugares propícios para a oração, a adoração, a escuta da palavra de Deus e a confissão. Existem as paróquias onde frequentamos, todos os dias, a Santa Missa e há esses lugares especiais providenciados por Deus para nos socorrerem ao longo do ano, em alguns momentos. Peregrinar aos santuários é como fazer um retiro espiritual. Santuário não é uma paróquia onde nos reunimos todos os domingos na comunidade, mas é de grande ajuda e importância para o nosso proveito espiritual e renovação da nossa fé, participando dos sacramentos, ouvindo a palavra de Deus. E cada caso é um caso: Santuário do Divino Pai Eterno é para ir em busca do Pai; o Santuário do Perpétuo Socorro é para buscar a Mãe; e a mesma coisa o Santuário Nossa Senhora Aparecida, porque ambos são marianos. O Santuário Sagrada Família é ligado à mística da família de Nazaré e à Sagrada Eucaristia.”
Fúlvio Costa