Por ocasião da Semana Nacional dos Migrantes, celebrada em todo o Brasil de 18 a 25 de junho, a Pastoral dos Migrantes da Arquidiocese de Goiânia promoveu uma missa no Terminal Rodoviário Dom Fernando Gomes dos Santos (Rodoviária Central), na tarde do dia 21 de junho. A celebração foi presidida pelo bispo auxiliar Dom Moacir Arantes. Segundo a coordenadora da pastoral, irmã Glória Dal Pozzo, anos atrás a missa era celebrada com frequência na rodoviária e parou por um tempo. Mas a intenção é retomar. “Neste ano, a nossa equipe retomou a missa na rodoviária e vimos que foi muito positivo, porque envolveu os viajantes e trabalhadores da rodoviária. Vamos avaliar e continuar rotineiramente”, disse a religiosa, em entrevista.
Dom Moacir, em sua homilia, refletiu sobre o Evangelho do dia (Mt 6,1-6.16-18), “e o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. Segundo ele, a recompensa que Deus nos dá é sua bênção e salvação. “Quando nos relacionamos com o outro, estamos nos relacionando com o Salvador”, disse. Por isso, é importante acolher, ajudar o próximo, sobretudo quando ele mais precisa. Dom Moacir afirmou que essas ações podem ser feitas por meio de pequenos atos. “Somos chamados a semear a bondade e fazemos isso em uma pequena conversa, ao lançar um olhar ou um gesto. Algo bom sempre fica”. Aos que estavam em viagem, o bispo disse que Deus sempre se serve de oportunidades para que o amor prevaleça entre as pessoas. “Talvez seja por um gesto que Deus quer curá-las. Que ele nos ajude a ver cada momento da nossa vida como oportunidade para fazer o bem e nos dê coragem para semear a bondade pelos nossos gestos”, completou.
Romário Amaral de Sousa, 27 anos, de Correntina (BA), que veio a Goiânia para tratar de negócios, disse que aquele foi um dos momentos mais especiais do seu dia, antes de partir para a terra natal. “Me tocou muito ele ter falado sobre a importância de darmos atenção ao próximo, de ajudá-lo quando for necessário”, afirmou. Naísa Ferreira da Silva, 42 anos, casada e mãe de três filhos, veio de Porto Nacional (TO), com o esposo, Gilvan Matos, acompanhá-lo em uma cirurgia. “Não conseguimos fazer a cirurgia. Devemos retornar em breve. Para nós, essa missa foi muito importante porque a viagem é longa e eu nunca tinha visto uma missa na rodoviária, muito menos rezada por um bispo (risos). Me vi nas palavras dele quando falou sobre os viajantes estarem atentos aos sinais de Deus”, comentou.
Fúlvio Costa




