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Série Oração do Cristão

Série Oração do Cristão

Livrai-nos do fogo do inferno: que as almas cheguem ao céu

“Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente aquelas que mais precisarem.”

 

Em um dos artigos anteriores falei sobre as jaculatórias e expressei especial atenção àquela que rezamos no Santo Terço após cada mistério: “livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu”. Com o título “levai as almas todas para o céu: o desejo de Nossa Senhora de Fátima”, comentei sobre a origem, a teologia e a espiritualidade dessa pequena oração.

 

Essa oração belíssima que, em Fátima, Nossa Senhora pediu para que os pastorinhos rezassem foi incorporada ao Santo Terço e possui características teológicas bastante significativas. A Santíssima Virgem, na sua maternidade, quer cuidar de cada filho, de forma individual, livrando-os do fogo do inferno. O inferno não é uma hipótese, mas uma realidade possível da própria liberdade humana vivida de forma errônea, negando a Deus criador e não crendo em Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Jo 3,18). Deus não criou duas opções, céu e inferno. Deus cria o céu e o demônio inventa o inferno, uma forma de rejeitar a Deus, através do uso falso de nossa liberdade.

 

Jesus, por inúmeras vezes e com exemplos diversos, tratou sobre o assunto e a realidade do inferno. No Novo Testamento é possível encontrar várias narrativas que falam sobre aspectos relacionados à existência do inferno como uma vida eternamente infeliz. São 23 vezes que nos Evangelhos se encontram analogias sobre a situação e sensação de inferno: Geena (cf. Mt 10,28); Fornalha ardente (cf. Mt 13,42); Abismo/tenebrosos (cf. Lc 8,31); Fogo eterno (cf. Mt 3,12); Trevas exteriores (cf. Mt 8,12); Condenação (cf. Mc 16,16); Infernos (cf. Lc 10,15); Lago de enxofre (cf. Ap 20,10); Porta fechada (cf. Mt 25,10.41).

 

Com base na oração de Nossa Senhora de Fátima, da teologia e da reflexão espiritual, é importante desmistificar a ideia de que Deus é o culpado por uma alma estar no inferno. Não é o Pai Celeste quem condena, é o próprio homem que escolhe separar-se de Deus e se enfurnar nas chamadas “trevas do inferno”. O Catecismo da Igreja Católica (CIC, 1033) afirma que não podemos estar unidos a Deus se não fizermos livremente a opção de amá-lo. Não podemos amar a Deus se pecamos gravemente contra Ele, contra nosso próximo ou contra nós mesmos.

 

A realidade do inferno é a autoexclusão definitiva, eterna, da comunhão com Deus, a partir do mistério da iniquidade (cf. 2Ts 2,7), já que o inferno não é senão a consequência derradeira do pecado. A sentença é pronunciada sobre todos que cometem pecado mortal e não buscam um verdadeiro e sincero arrependimento.

 

Quando os três pastorinhos de Fátima viram o inferno, enxergaram um local representado como um mar de fogo e a pequena Lúcia observava como aqueles que estavam no inferno sofriam de imenso desespero. O inferno é um lugar solitário, não existe uma festa eterna aos condenados, mas somente frustração eterna e desolação absoluta.

 

Por fim, permanecer na fé da Igreja é o caminho seguro e a única garantia que temos. Deus não deseja que ninguém seja condenado. Por isso, confere-nos a graça atual, que ilumina o intelecto e fortalece a vontade de modo que possamos fazer o bem e nos desviar do mal. O que nos leva para o inferno é a aceitação e a vivência do pecado, assim como o que nos leva para o céu é o olhar humilde para a vontade do querer de Deus através das palavras de Jesus Cristo, com a força do Espírito Santo.

 

Peçamos à Virgem Santíssima que nos ensine a dizer sempre sim aos projetos de Deus e dizer não às astúcias da antiga serpente. Com Nossa Senhora temos força para vencer os pecados e chegar ao Paraíso Eterno, como nos ensina um grande santo, São Luís Maria Grignion de Montfort: “Ser vosso devoto, ó Virgem Santíssima, é uma arma de Salvação que Deus dá, àqueles que quer salvar […] é a maneira mais segura, mais fácil, mais curta e mais perfeita de se aproximar de Jesus”.

 

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!

 

Pe. Vilmar Barreto

 

Confira aqui as orações anteriores:

 

1º – Pai Nosso, a oração do senhor

 

2º-  Ave-Maria, a oração de exultação e súplica

 

3º – Salve Rainha: a oração de quem confia sua vida à proteção da Virgem Maria

 

4º – Eu creio: a profissão de fé cristã

 

 – Santo Anjo do Senhor, companheiro de todo tempo

 

6º – “À vossa proteção”: a oração mariana mais antiga

7º – “Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz” A oração simples

8º – Como “coisa e propriedade” Vossa!

 

9º – Pelo sinal da Santa Cruz: Livra-nos do mal
 

10º – Ave Regina Caelorum: Oração, poesia e canção
 

11º – Ato de Contrição: Dor da alma e abominação do pecado
 

12º –Tão Sublime Sacramento: libertando o cristão da escravidão do pecado
 

13º – A oração do Regina Caeli
 

14º- Oração a São José dormindo
 

15º- Se Tu Queres, Jesus, Eu Também Quero”: “A oração que se tornou um ideal de vida”
 

16º- Tantum ergo Sacramentum: Hino do Sacramento do Amor
 

17º- Comunhão Espiritual: “desejo de receber a Jesus Sacramentado e em dar-lhe um amoroso abraço, como se já o tivéssemos recebido”

18º- Oração a São Miguel Arcanjo: defendei-nos no combate!

19º- Oração pela Família
 

20º- Oração vocacional: oração ao Senhor da messe

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