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Visitas Pastorais

Visitas Pastorais

Dom Washington abre tempo de visitas pastorais para favorecer a unidade e a esperança na arquidiocese

 

Esta semana, o arcebispo metropolitano, Dom Washington Cruz, deu início às visitas pastorais nas paróquias da Arquidiocese de Goiânia, com o objetivo de reavivar as energias da nossa Igreja particular para a missão evangelizadora e alimentar a unidade entre bispos, padres e fiéis. Trata-se de uma visita fraterna, em que os bispos dividirão atribuições, para melhor conhecer a realidade da paróquia e analisar a adequação e a eficiência das estruturas de que dispõe para o desempenho da sua missão.

Serão momentos de encontro e diálogo, para os quais Dom Washington contará com a colaboração dos bispos auxiliares, Dom Levi Bonatto e Dom Moacir Silva Arantes. Dom Levi se dedicará ao contato com os responsáveis pela dimensão administrativa e Dom Moacir se reunirá com as lideranças encarregadas pela dimensão pastoral. Dom Washington terá encontro com o pároco ou administrador paroquial e cuidará da dimensão celebrativa, presidindo a missa solene de encerramento da visita pastoral. Todas as comunidades da paróquia devem ser convidadas para a celebração. A Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Setor Vera Cruz, foi a primeira a ser visitada e a celebração de encerramento está prevista para o próximo dia 26, às 10h, na matriz, a ser presidida por Dom Washington Cruz.

 

Um Tempo para ouvir as Ovelhas

O início dessas visitas foi tema de reunião com os vigários forâneos, no último dia 9, quando Dom Levi Bonatto explicou que a visita do bispo de cada diocese às paróquias que estão sob sua jurisdição se constituem numa prática centenária na Igreja e estão previstas no Código do Direito Canônico. Trata-se de uma ação apostólica de atribuição do bispo.

“Esse Tempo de Visitas Pastorais proporciona oportunidades para o encontro do Pastor com suas ovelhas, para conhecê-las, ouvi-las. É ocasião em que o bispo estabelece contato pessoal com o pároco e demais membros da comunidade, com as lideranças leigas e religiosas que se colocam a serviço das diversas pastorais que integram a vida da Igreja, doando seus diferentes e complementares carismas. Para a paróquia, a visita do bispo é um tempo de graça, pois representa a presença dos sucessores dos apóstolos no meio do povo”, salientou Dom Levi.

 

Como Organizar

Foi pedido aos vigários forâneos que colaborem na organização das visitas pastorais, por meio do contato com os párocos para explicar os objetivos da iniciativa, as datas e a forma de organização das visitas. Os vigários forâneos são sacerdotes nomeados pelo arcebispo para coordenar os trabalhos de uma Forania, ou seja, um conjunto de paróquias. Têm a função de acompanhar os trabalhos pastorais realizados pelas paróquias e acompanhar os padres no exercício das funções.

Também presente na reunião, Dom Moacir lembrou que, na Igreja, “aquele que recebe um encargo não recebe um poder sobre o outro, mas um serviço”, e que os vigários forâneos devem seguir essa linha em sua chegada às paróquias, antes das visitas pastorais. “Os vigários forâneos não devem ser vistos como um fiscal, mas como um irmão que chega para colaborar”, ressaltou.

No planejamento das visitas pastorais, os párocos devem convidar os fiéis para reuniões com o arcebispo e os bispos auxiliares, contemplando representantes das atividades pastorais na paróquia e explicitando os objetivos de uma visita pastoral. Por exemplo, devem ser promovidos encontros especiais com os Conselhos Pastoral e de Assuntos Econômicos, com leigos e religiosos(as) que coordenam pastorais e movimentos, com famílias e com as crianças que fazem a caminhada catequética, podendo ainda ser agendadas visitas a doentes, entre outras atividades.

 

Perfil da Paróquia

Antes das visitas, será solicitado aos párocos o preenchimento de um relatório, com dados sobre as atividades da paróquia, para que os bispos tenham uma visão geral do trabalho realizado, quando chegarem ao local. Cada paróquia receberá um link para acessar e fornecer as informações solicitadas.

A maioria dos dados pedidos serão estatísticos: números sobre estrutura física, construções em andamento e desafios estruturais; pastorais e obras sociais em desenvolvimento; quantidade de ministros, catequistas, catequizandos, grupos de jovens ou atividades voltados para eles; número de fiéis enfermos que são visitados e dos que frequentam as missas feriais e aos domingos, quantitativo de escolas e hospitais no território da paróquia.

 

O Senhor Capacita

Para dissipar preocupações com o trabalho de organização que as visitas pastorais demandam dos vigários forâneos, dos párocos e das lideranças das paróquias, Dom Moacir dirige a eles uma mensagem: “Agradecemos antecipadamente a disponibilidade com essa nova empreitada. Sabemos que cada um já tem muitos afazeres em sua participação na vida da Igreja, mas temos a Palavra do Senhor: Não tenhais medo! O mesmo Senhor que nos coloca no caminho do serviço nos dá condições para exercê-lo”.

 

Fundamentos

• A visita pastoral é uma das formas, corroborada pela experiência dos séculos, pela qual o Bispo mantém contatos pessoais com o clero e com o Povo de Deus. É uma ocasião de reavivar as energias dos fiéis, de louvá-los, encorajá-los e consolá-los, assim como é uma oportunidade de chamar todos os fiéis à renovação da sua vida cristã e a uma atividade apostólica mais intensa.

A visita pastoral é, portanto, uma ação apostólica que o Bispo deve realizar pela caridade pastoral que o apresenta em concreto como princípio e fundamento visível da unidade na Igreja particular.

Para as comunidades e instituições que a recebem, a visita é um acontecimento de graça que, de algum modo, reflete aquela tão especial visita com a qual o supremo “pastor” (cf. 1Pe 5,4) e guardião das nossas almas (cf. 1Pe 2,25), Jesus Cristo, visitou e redimiu o seu povo (cf. Lc 1,68).680.

Fonte: Diretório para o Ministério Pastoral dos Bispos – Apostolorum Successores

“Na sua visita pastoral à paróquia o Bispo, deixando a outros delegados o exame das questões de caráter administrativo, privilegie o encontro com as pessoas, a começar pelo pároco e demais sacerdotes. Esse é o momento em que ele mais de perto exerce a favor do seu povo o ministério da palavra, da santificação e da guia pastoral, entrando em contato mais direto com as angústias e preocupações, as alegrias e as expectativas do povo, podendo dirigir a todos um convite à esperança”.

Fonte: Exortação Apostólica Pós-Sinodal Pastores Gregis, do Sumo Pontífice João Paulo II, sobre o bispo, servidor do Evangelho de Jesus Cristo para a esperança do mundo.

 

Eliane Borges

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