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12/07/2020
O Altar
Série Espaços Litúrgicos - Parte 02
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Apresentamos o segundo tema da nossa série sobre os espaços litúrgicos, o padre José Luiz da Silva, reitor do Seminário São João Maria Vianney, nos orienta sobre o altar:
Segundo o venerável costume da Igreja, seja uma mesa de pedra “e pedra natural”, mas pode ser, também de outro material “digno, sólido e esmeradamente trabalhado” (IGMR, 301). A primeira orientação é que cada igreja tenha um altar fixo, isto é, “quando é construído de tal forma que esteja unido ao pavimento. Nos demais lugares, o altar pode ser móvel construído com material nobre e sólido. “O Altar ocupe um lugar que seja de fato o centro para onde espontaneamente se volte a atenção de toda a assembleia dos fiéis” (IGMR, 299). Na celebração Eucarística o centro é o altar. “O altar dentro da igreja goza da mais alta dignidade, merece toda honra e distinção, pois nele se realiza o Mistério Pascal de Cristo, do qual é símbolo por excelência” (GLP, p. 105).
“...simboliza o próprio Cristo”
Entende-se por “distinção” o ornato do próprio altar e não panos e flores. Isso porque o altar é “onde se torna presente o sacrifício da cruz”. Nele recebem-se as oferendas, o pão e o vinho, frutos da terra, da videira e do trabalho humano, que vão se transformar em Corpo e Sangue de Cristo. O altar também é “a mesa do Senhor na qual o povo de Deus é convidado a participar por meio da missa; é ainda o centro da ação de graças que se realiza pela a Eucaristia” (IGMR, 296). Na teologia simbólica, “O altar simboliza o próprio Cristo” (GPL, p. 105). Nas orações do Ritual de dedicação das igrejas, essa dimensão simbólica fica bem evidente.
Dedicação
Na celebração de dedicação, o altar é aspergido, ungido, incensado e vestido. Nota-se uma estreita relação com a ordenação do presbítero e com o presbítero, ou seja, o padre. O padre e o altar são um amor eterno, porque o sacrifício do Filho de Deus realiza-se na pessoa do padre agindo na pessoa de Cristo. Ambos, de modo diferente, estão sobre o altar, um para dar-se em alimento, Jesus; o outro para servir, o padre. Em sinal de reverência sacrifical, “os padres e os diáconos beijam o altar no início e no fim de cada celebração”. Para entender melhor o que foi explicado, você pode fazer a experiência: assim que passar a pandemia, ao chegar na igreja, vá até o altar, faça uma reverência, aproxime-se, observe e toque o altar. Agora, por favor, não faça isso na hora da missa!
*IGMR - Instrução Geral do Missal Romano
Pe. José Luiz da Silva
Reitor do Seminário São João Maria Vianney
Série Espaços Litúrgicos:
O Presbitério - Parte 01
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